“Assassinato de civis sem paralelo” prossegue: a cada 10 minutos, morre uma criança em Gaza

Foto: Mohammed Baba | MSF

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22 Novembro 2023

Já lá vão mais de seis semanas desde que o conflito Israel-Palestina se intensificou, na sequência dos ataques do Hamas. O tempo não para, os bombardeamentos também não, e, a cada dez minutos que passam, há mais uma criança que morre na Faixa de Gaza. As contas são fáceis de fazer, mas o resultado custa a assimilar: morrem 160 crianças por dia naquela região, quase tantas quanto as que nascem, denunciou esta terça-feira, 21 de novembro, a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A reportagem é publicada por 7 Margens, 21-11-2023.

Já esta segunda-feira, António Guterres tinha sido peremptório: “estamos a testemunhar um assassinato de civis sem paralelo e sem precedentes, em qualquer conflito, desde que sou secretário-geral [da ONU]”.

Em resposta a uma pergunta à margem de uma coletiva de imprensa sobre o relatório anual publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Guterres salientou que independentemente da discussão sobre a exatidão dos números divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza – considerados fiáveis pelas agências da ONU – “o que está claro é que tivemos em poucas semanas milhares de crianças mortas. Isso é o que importa”.

No comunicado desta terça-feira, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, acrescentava que, por cada criança que morre, “outras duas crianças são feridas, enquanto as suas famílias sofrem com o risco de também serem vítimas do conflito”. O mesmo responsável partilhava ainda a sua preocupação com a ameaça de um surto de doenças em massa em Gaza.

De acordo com o porta-voz do Fundo da ONU para Infância (Unicef), James Elder, se os jovens continuarem a ter, como até agora, acesso restrito à água e ao saneamento na região, o número de vítimas deverá aumentar, o que é “inteiramente evitável”.

Lembrando que também há bebês a nascer todos os dias na área afetada pela guerra (cerca de 180 por dia) e que, desses, mais de 20 precisam de cuidados especializados, James Elder lamenta que, em toda a faixa de Gaza, “menos de metade” dos hospitais e clínicas estejam funcionando.

O porta-voz da OMS referiu-se, em particular, ao que aconteceu a cinco dos 36 bebês prematuros que deveriam ter sido evacuados do hospital de al-Shifa, em Gaza, no domingo, mas morreram ainda antes da evacuação, devido à falta de eletricidade e de combustível.

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