Francisco reconhece, no avião com destino à Mongólia, as dificuldades da diplomacia vaticana em tempos de guerra

O Papa Francisco, no avião, fala aos jornalistas que o acompanham à Mongólia. (Foto: Reprodução | Vatican News)

Mais Lidos

  • Zohran Mamdani está reescrevendo as regras políticas em torno do apoio a Israel. Artigo de Kenneth Roth

    LER MAIS
  • Os algoritmos ampliam a desigualdade: as redes sociais determinam a polarização política

    LER MAIS
  • “Os discursos dos feminismos ecoterritoriais questionam uma estrutura de poder na qual não se quer tocar”. Entrevista com Yayo Herrero

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

01 Setembro 2023

  • Nos últimos dias, o papa foi duramente criticado pelas autoridades ucranianas que o acusaram de exaltar o imperialismo russo depois de falar com alguns jovens católicos russos.

  • As palavras do Papa elogiando a história da Rússia foram criticadas pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Kiev, Oleg Nikolenko, que considerou que elas defendiam o “imperialismo russo”, mas o Vaticano negou que o Papa quisesse exaltá-lo.

  • Durante o voo, o papa também abençoou uma cantina crivada de balas pertencente a um soldado ucraniano.

A reportagem é de Cristina Cabrejas, publicada por Religión Digital, 01-09-2023.

O Papa Francisco reconheceu hoje as dificuldades da diplomacia vaticana nestes momentos de guerra, ao responder aos jornalistas que viajam com ele no voo que o levará à Mongólia.

O Papa, como sempre, cumprimentou um a um os quase 70 jornalistas que viajavam com ele para a Mongólia e um deles lhe perguntou sobre “as dificuldades da diplomacia vaticana nestes tempos de guerra”.

“Você não imagina”, respondeu Francisco, acrescentando que “às vezes é preciso encarar as coisas com senso de humor”.

Nos últimos dias, o papa foi duramente criticado pelas autoridades ucranianas que o acusaram de exaltar o imperialismo russo depois de falar com alguns jovens católicos russos.

"Nunca se esqueçam da sua herança. Vocês são herdeiros da grande Rússia: a grande Rússia dos santos, dos governantes, a grande Rússia de Pedro, o Grande, de Catarina, a Grande, daquele grande império iluminado, de grande cultura e grande humanidade", disse o Papa aos jovens.

As palavras do Papa elogiando a história da Rússia foram criticadas pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Kiev, Oleg Nikolenko, que considerou que elas defendiam o "imperialismo russo", mas o Vaticano negou que o Papa quisesse exaltá-lo e especificou que apenas "queria encorajar os jovens a preservar e promover tudo o que há de positivo no grande mundo da cultura e espiritualidade russa".

Durante o voo, o papa também abençoou um cantil crivado de balas pertencente a um soldado ucraniano que ele levou para uma igreja em Leópolis como oferenda para se salvar.

O valor do silêncio nesta jornada

Por outro lado, quando questionado sobre a morte de cinco trabalhadores que foram atropelados por um trem nos arredores de Turim (noroeste de Itália) enquanto realizavam trabalhos de manutenção durante a noite, o Papa afirmou que “os acidentes de trabalho são uma calamidade e uma injustiça e sempre por falta de cuidado".

Os trabalhadores são sagrados”, disse o Papa.

Os cinco falecidos, já identificados e com idades entre os 22 e os 52 anos, estavam prestes a iniciar a substituição de alguns carris quando foram atingidos perto da cidade de Brandizzo pelo trem, que viajava a uma velocidade de 160 quilômetros locais. A imprensa noticiou o ocorrido.

Leia mais