China quer “fortalecer a confiança mútua” com o Vaticano

Igreja católica em Pequim | Foto: Suiwya/Canva

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01 Setembro 2023

Pequim respondeu aos “bons desejos” expressos por Francisco enquanto sobrevoava o território chinês, a caminho da Mongólia.

Através do porta-voz das Relações Exteriores, o governo chinês garantiu esta sexta-feira (09.01.2023) que deseja “fortalecer a confiança mútua” com o Vaticano, depois de o Papa Francisco ter enviado uma mensagem de “felicidades” ao presidente Xi Jinping e ao povo chinês, durante sua viagem à Mongólia. Apesar das relações tensas, Pequim respondeu ao gesto de “amizade” do papa argentino.

"A China está pronta para continuar a trabalhar com o Vaticano para se envolver num diálogo construtivo, fortalecer a compreensão e a confiança mútuas", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin, numa conferência de imprensa regular, acrescentando que Pequim "promoverá um processo de melhoria das relações bilaterais".

A informação é publicada por Deutsche Welle, 01-09-2023.

Enquanto o seu avião sobrevoava o espaço aéreo chinês, Francisco enviou bênçãos de “unidade e paz" ao povo chinês e às suas autoridades. Tradicionalmente, o Vaticano envia telegramas aos chefes de estado dos países sobre os quais o Papa sobrevoa, e nesta ocasião o avião que transportava Francisco sobrevoou, entre outros, Bulgária, Turquia, Geórgia, Azerbaijão, Cazaquistão e China.

Tradicional telegrama

"A Sua Excelência Xi Jinping, Presidente da República Popular da China. Envio os melhores votos a Sua Excelência e ao povo da China ao passarmos pelo espaço aéreo do seu país a caminho da Mongólia. Garantindo as minhas orações pelo bem-estar da Nação, invoco bênçãos de unidade e paz para todos vocês", dizia o telegrama, que usava palavras muito semelhantes às enviadas aos demais países sobrevoados.

A viagem de Francisco à Mongólia, um país com pouca presença católica, é mais um sinal político, estimam alguns analistas. O Vaticano quer deixar claro que apoia os seus fiéis numa região imprensada entre a China, um país com o qual o Vaticano não tem relações, e a Rússia. Na missa que celebrará no dia 3 de setembro, Francisco se juntará a um punhado de católicos locais, além de outros da Rússia, China, Tailândia, Cazaquistão, Quirguistão, Azerbaijão e Vietnã.

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