Ruanda: O Evangelho de Kagame

Devoção à Nossa Senhora | Foto: medjugorje

Mais Lidos

  • “A rejeição ao PT e à esquerda surge como elemento central de coesão e mobilização de grande parte da população”, afirma o cientista político

    Crise do STF e eleições: entre a deslegitimação da política e a radicalização da extrema-direita. Entrevista especial com Jorge Chaloub

    LER MAIS
  • 13 motivos para votar em Lula. Artigo de Luis Felipe Miguel

    LER MAIS
  • O que está em jogo nessas eleições? Artigo de Amélia Cohn

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

29 Agosto 2023

Paul Kagame define os peregrinos ao santuário mariano de Kibeho como “adoradores da pobreza”.

A informação é de Nigrizia, 25-08-2023.

Paul Kagame, presidente de Ruanda e um maníaco de controle social, chega agora ao ponto de criticar a peregrinação mariana que ocorre em Kibeho desde o início da década de 1980. As primeiras aparições marianas datam de 1981 e foram reconhecidas pela Igreja em 2001.

Em 15 de agosto, festa da Assunção de Maria, 20.000 peregrinos, alguns dos quais também chegaram a pé, assistiram à missa no santuário de Kibeho. Em 23 de agosto, durante uma conferência com um público de jovens, Kagame definiu a peregrinação como “horrível”. Ele acrescentou: “Se ainda ouço que as pessoas seguem o caminho da veneração da pobreza, vou lançá-las na prisão e lá ficarão até que não tenham mais esta mentalidade ligada à pobreza”.

O presidente, ele próprio católico, deve ter esquecido que a pobreza tem algum lugar no evangelho…

E mesmo que o seu porta-voz tentasse amortecer, dizendo que Kagame não se referia a Kibeho, o que deve ter ofendido o presidente-patrão - no poder desde 1994 - é que esta questão da pobreza não coincide com o eixo do programa (e da propaganda) do seu governo que elogia o desenvolvimento e a modernização.

Até agora, a Conferência Episcopal do Ruanda não reagiu. Fontes locais dizem, porém, que a Igreja está finalizando um projeto no valor de cerca de 3 milhões de euros para ampliar, poderíamos dizer modernizar, o local de peregrinação.

Leia mais