Fronteira agrícola: saiba por que o desmatamento disparou no Cerrado

Foto: Gambarini | WWF/A

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Agosto 2023

Pesquisadora especialista no bioma avalia o que está por trás desse crescimento. 

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 07-08-2023. 

Enquanto a Amazônia vem registrando queda nos números de desmatamento, o Cerrado está sendo atingido por um elevado nível de devastação, de acordo com os dados Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe). Entre janeiro e abril de 2023, o bioma registrou o maior desmatamento dos últimos cinco anos, alcançando mais de 2 mil quilômetros quadrados destruídos. Esse número é 14,5% maior do que o do ano passado.

Para a pesquisadora Isabel Figueiredo, do Instituto Social, População e Natureza, entre as razões para este descompasso estão o descontrole das regras estaduais para o licenciamento ambiental na região e o avanço de um tipo de exploração econômica do território que degrada o meio ambiente.

Ela participou ao vivo do programa Central do Brasil desta segunda-feira (7) e analisou o que está por trás dessa degradação crescente do Cerrado.

"Não é um fenômeno de hoje. Nós estamos acompanhando essa aceleração do desmatamento no Cerrado há cerca de cinco anos. É um processo que tem muito a ver com o avanço da fronteira agrícola, que é um processo muito respaldado pela sociedade e muito apoiado como a fonte para regulação da balança comercial internacional", analisou, citando que hoje nós temos quase 50% do bioma degradados e convertidos para o monocultivo.

Ela destacou também as limitações do governo federal para lidar com o avanço dessa degradação e mencionou o esforço do Ministério do Meio Ambiente nessa investida contra o desmatamento, mas alertou de que é preciso mais empenho do governo.

"Nós temos tentado bater muito na tecla de que o governo federal precisa dar sinais mais ativos e mais claros para os governos estaduais, no sentido de que a gente não quer que o Cerrado seja o bioma do sacrifício para que a gente proteja a Amazônia", analisou.

A entrevista completa está disponível na edição desta segunda-feira do Central do Brasil no YouTube do Brasil de Fato.

Leia mais