Comissão aprova relatório da MP da reestruturação com Ministério do Meio Ambiente esvaziado

Apresentação do plano de trabalho e programas do Ministério para o quadriênio 2023-2026. Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. (Foto: Bruno Spada | Câmara dos Deputados)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

26 Mai 2023

Esforço para retirar desestruturação do desenho do MMA e do Ministério dos Povos Indígenas não funcionou. Comissão aprovou relatório com 15 votos.

A reportagem é de Daniele Bragança, publicada por ((o))eco, 24-05-2023.

Apesar de todo apelo da ministra Marina Silva, que passou cerca de cinco horas em audiência na Câmara nesta quarta-feira (24), a comissão mista que analisa a medida provisória da reforma administrativa, editada no início de janeiro, aprovou o relatório em que esvazia o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério dos Povos Indígenas. Agência Nacional de Águas e Cadastro Ambiental Rural vão para outros Ministérios. Demarcação de Terras Indígenas, atribuição do recém criado Ministério dos Povos Indígenas, volta para o Ministério da Justiça.

O relatório do deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL) foi aprovado com 15 votos a favor e três contrários, em votação simbólica.

Embora integrantes do governo tenham criticado o relatório, houve o endosso de parlamentares governistas. Isto porque ninguém quer correr o risco de perder o prazo para votar a medida provisória, que vence no próximo dia 1º de junho, e retornar a configuração ministerial do governo anterior (Bolsonaro). O governo não teria como reeditar uma nova medida provisória e precisaria recorrer a um projeto de lei. Entre o envio do projeto de lei e a aprovação nas duas casas legislativas, Ministérios como o da Gestão, o do Planejamento, o da Pesca e dos Povos Indígenas deixariam de existir.

Além da perda no Ministério do Meio Ambiente, sem Agência Nacional das Águas e sem Cadastro Ambiental Rural, o relatório retirou pontos caros pro governo, como a permanência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Fazenda e a coordenação das atividades de inteligência, que estava na Casa Civil e agora retorna para o Gabinete de Segurança Institucional.

O acordo para aprovar a MP da reforma ministerial foi o possível. A não aprovação seria considerado um “caos”, segundo fontes que ((o))eco conversou durante o dia. Nesta quinta-feira (25), o relatório será votado no plenário da Câmara. Governo deve tentar alguma mudança do texto quando ele for para o Senado.

Leia mais