Organismos ecumênicos buscam uma nova arquitetura para a economia mundial

Logo do ZacTax. (Foto: Divulgação)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Agosto 2022

 

Com base na Confissão de Acra, proferida pelas igrejas reformadas em 2004 reunidas na capital de Gana, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o Conselho Mundial de Missões (CVM), a Federação Luterana Mundial (FLM) e a Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas (WCRC) promovem iniciativas conjuntas para uma Nova Arquitetura Econômica e Financeira Internacional (Nifea).

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

Na Confissão de Acra as igrejas reformadas declararam que a economia é uma questão de fé, “pois um sistema econômico que gera pobreza, injustiça e fome protegida por meios militares e assegurada com ideologias controversas é contrária à aliança de Deus com a terra”.

 

Essa declaração “desencadeou muita discussão ecumênica à medida que igrejas perceberam a importância de aprender a linguagem da justiça econômica”, disse para o serviço de imprensa da FLM o secretário geral da WCRC, pastor Dr. Hanns Lessing.

 

“Se podemos concordar que os negócios são as letras da fé, então devemos perguntar o que nós, como igrejas, podemos fazer para fazer a diferença”, desafiou.

 

Por isso, “a teologia importa” e está presente nas iniciativas ecumênicas, e por isso Nifea criou dois projetos muito práticos. O primeiro é o Seminário GEM para uma Economia de Vida, um curso anual de formação sobre liderança, economia e gestão. Um segundo projeto lançado em 2019 nas Nações Unidas em Nova Iorque é a Campanha Zaqueu pela Justiça Tributária.

 

A campanha ZacTax está ancorada na história de Zaqueu, o cobrador de impostos que, ao conhecer Jesus, arrependeu-se de suas ações prejudiciais e procurou corrigir os erros decorrentes da exploração que praticava. “Embora a divulgação das questões fiscais pelas igrejas seja respeitada, precisamos trabalhar mais para uma missão bem-sucedida e, para isso, precisamos da orientação de treinamento, reflexão e teologia na defesa da justiça econômica”, enfatizou Lessing.

 

Reformados e luteranos organizam, ainda, conferência sobre direito à liberdade de religião ou crença em diferentes contextos. O foco está centrado na perseguição de igrejas em países não-cristãos, na exploração da liberdade religiosa para justificar guerras.

 

Lessing é ministro ordenado da Igreja Evangélica da Vestfália. Trabalhou dez anos em seminário da Namíbia, nas cadeiras de teologia e ecumenismo. Ao mesmo tempo, atuou em estudo voltado a ajudar igrejas a lidar com os legados do colonialismo e do apartheid.

 

A WCRC é uma comunhão global de 235 igrejas em 105 países, que reúne cerca de 100 milhões de cristãos reformados.

 

Leia mais