A política da guerra e a da paz

Bucha, Ucrânia. (Foto: President Of Ukraine | Flickr, Domínio Público)

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03 Mai 2022

 

A definição de von Clausewitz segundo a qual "a guerra é a continuação da política por outros meios" está tão presente em muitos talk-shows, debates e discussões de bar que acaba por nos persuadir a legitimar a guerra e torná-la de alguma forma compatível para nós. Mas não é assim, e devemos gritar isso. A guerra atesta antes o fracasso da política e não a sua continuação.

 

O comentário é de Tonio Dell'Olio, presidente da Pro Civitate Christiana, publicado por Mosaico di Pace, 02-05-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Mesmo em tempos de guerra, a política pode tentar se redimir por meio do trabalho diplomático e do diálogo. Algo que resulta muito difícil quando se pretende ser credíveis, alimentando ao mesmo tempo a guerra com o envio de armas. Se você enviar armas, estará declarando ao mundo inteiro que acredita que a guerra possa ser a solução. Guerra e diplomacia, assim como o uso da força e o uso da palavra de reconciliação, são antitéticos e em contraposição.

 

A história, as vítimas e a vida gritam para que escolhamos estar do lado daqueles que querem a paz. O Papa Francisco não perdeu a oportunidade de repeti-lo ontem: “Eu me pergunto se realmente se está buscando a paz; se há vontade de evitar uma contínua escalada militar e verbal; se tudo está sendo feito para que as armas sejam silenciadas. Peço-vos, não se rendam à lógica da violência, à perversa espiral das armas. Vamos escolher o caminho do diálogo e da paz!".

 

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