Ucrânia e a visita do Papa Francisco a Kiev: “O Papa pronto a fazer todo o possível para parar esta guerra”

Foto: Ministério da Defesa da Ucrânia | Wikimedia Commons

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04 Abril 2022

 

Para dom Kulbokas (núncio) a visita do Papa Francisco a Kiev, “está se intensificando, mas por enquanto nada mais. O Papa pronto a fazer todo o possível para parar esta guerra”.

 

A reportagem é publicada por SIR, 02-04-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

A questão se intensifica em virtude da resposta que o Papa deu hoje. Ela se intensifica. Mas, por enquanto, nada mais”. Assim, contatado por telefone pela SIR, o núncio apostólico na Ucrânia, Mons. Visvaldas Kulbokas, comenta a resposta dada hoje pelo Papa Francisco a um jornalista que, no voo para Malta, lhe perguntou se tinha considerado o convite para ir a Kiev, dizendo: “Sim, está na mesa”. “Todas as possibilidades estão abertas”, observa de Kiev o núncio, que acrescenta: “Desde o início deste conflito, o Papa disse que está pronto para fazer todo o possível. Já o disse várias vezes e está fazendo tudo o que pode ajudar a parar esta guerra”. A situação na cidade continua crítica.

 

“Noites sem bombardeio são raras”, confirma dom Kulbokas, embora “já há 36 horas não ouvimos mais os tiros de artilharia. Ainda ontem, no entanto, dizia o prefeito de Kiev que há alguns habitantes de Kiev que gostariam de voltar, mas ainda é muito cedo”. “Todos me dizem que as palavras do Papa Francisco são importantes e não há ninguém aqui que não deseje a visita do Papa”, acrescenta o núncio que depois observa: “Uma guerra como esta, quem pode pará-la? Ninguém. As Nações Unidas? Não existem. O Conselho de Segurança? Não existe. No final, estamos todos expostos. A humanidade é incapaz de resolver esta guerra. Aqui já não se trata mais do Papa. Em minua opinião, toda a humanidade deve estar unida. Meu sonho então seria ver todas as autoridades morais do mundo se unirem, se agregarem e fazerem todo o possível para parar não só esta guerra, mas todos os conflitos do mundo”. “Aqui na Ucrânia - continua o núncio - esta guerra ultrapassou todos os limites das leis humanitárias.

 

Ontem, o diretor do maior hospital pediátrico de Kiev me disse por telefone que eles estão tratando crianças, algumas das quais foram atingidas na cabeça com predeterminação por militares. Não se trata, portanto, de ferimentos por tiros acidentais, mas de soldados que miram na criança e atiram em sua cabeça. A guerra produz esses fatos. A guerra deve ser condenada sempre porque tocamos todas as brutalidades que produz”.

 

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