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Brasil: poder e terras usurpadas. 'A repetição fiel da loucura capitalista'

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07 Fevereiro 2022

 

“Neste ano de eleições presidenciais, a hipótese da esquerda que quer substituir o atual governo de extrema-direita por enquanto está ganhando. Parece um processo de maquiagem do realismo prudente da política como mera constatação dos interesses dos empresários e das demandas dos partidos”, escreve Flavio Lazzarin, padre italiano fidei donum que atua na Diocese de Coroatá, no Maranhão, e é agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em artigo publicado por Settimana News, 28-01-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Segundo ele, "para Lula, toda e qualquer aliança deve e pode ser usada para ganhar as eleições. Os partidos de esquerda poderiam ter proposto o impeachment do presidente bem antes de chegar aos 600 mil mortos por Covid, causados pelo negacionismo e pela negligência do governo federal, mas preferiram o caminho eleitoral, entendendo-o como a única garantia para retornar ao poder".

 

E denuncia a "repetição fiel da loucura capitalista": "Parece então que não existe um projeto político, mas não é verdade. O coração deste projeto chama-se MATOPIBA, um programa a serviço do agronegócio, da mineração, da energia, dos transportes terrestres e fluviais, dos portos... que abrange o Cerrado dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, inaugurado em maio de 2015 pela presidente Dilma Rousseff e pelo PT, uma cópia fiel do projeto de desenvolvimento e devastação da Amazônia, que foi o programa Grande Carajás (1984) da ditadura civil-militar. Repetição fiel da loucura capitalista".

 

Eis o artigo.

 

No domingo, 16 de janeiro, Avvenire publicou uma reportagem da enviada ao Brasil Lucia Capuzzi - bem organizada e bem escrita - na qual ela contou, por meio de entrevistas com alguns protagonistas da resistência e da solidariedade, o drama da violência contra os indígenas e agricultores do Maranhão.

O artigo inevitavelmente me questiona, pois vivo neste estado brasileiro há cerca de trinta e cinco anos, no qual minha vida teimosamente se entrelaçou com as lutas indígenas e camponesas, em defesa e reconquista de territórios caracterizados por espiritualidades ancestrais e profundas identidades culturais.

Contar, mais uma vez, o sofrimento dos povos originários, dos quilombolas, das comunidades camponesas tradicionais, pode levar alguém a comentar cinicamente “nada de novo sob o sol”. Mas existe uma trágica verdade escondida nessa coação que se repete da violência e da narração pontual dos humilhados e derrotados: parece que não exista uma saída a não ser esta, a repetição.

E tudo vem de longe, porque, de fato, a ditadura civil-militar, 1964-1985, nunca deixou de oprimir e matar no mundo agrário brasileiro. Mas é preciso recuar ainda mais no tempo, porque a violência do latifúndio e do Estado é constitutiva do regime colonial que perdura de 1500 até hoje.

A primeira consideração a ser feita, então, é que tal violência não pode ser circunscrita à atual situação necropolítica do Brasil, mas que se trata de um fato sistêmico, constitutivo, estrutural da ingrata história da Terra de Santa Cruz e da Abya Yala.

De fato, se descobrimos algo novo na violência atual, tal inédito é oferecido pela revelação descarada e desavergonhada do ódio que desde sempre as elites nacionais, de antiga ou mais recente colonização, reservaram aos povos indígenas, aos negros e aos pobres.

Em suma, realmente não há "nada de novo sob o sol" nos dados estatísticos divulgados em dezembro do ano passado pela Comissão Pastoral da Terra?

Estas são, talvez, mais uma vez, palavras que não conseguem romper o muro da indiferença e permanecem longe do grito dos povos e das comunidades vítimas da violência do capital e do Estado.

Até 31 de agosto de 2021, atingiu-se um número de famílias agredidas maior do que o verificado em todo o ano de 2020. 418 territórios sofreram violência nos primeiros 8 meses de 2021. 28% desses territórios são áreas indígenas. Entre janeiro e novembro de 2021, foram registrados 26 homicídios em conflitos de terra. Um aumento de 30% em relação ao ano anterior, em que foram documentados 20 homicídios.... As mortes em consequência de conflitos fundiários aumentaram vertiginosamente, com crescimento de 1.044%, passando de 9 em todo o ano de 2020, a 103 registradas até agora. Dessas 103, 101 são de indígenas Yanomami.

Ainda refletindo novidades nesse sistema de morte que é o Brasil, somos obrigados a ressaltar que a violência atual não ataca apenas os corpos e os territórios dos pobres, mas atinge a esperança de quem sonha e luta por um futuro diferente para a humanidade: a possibilidade de derrotar a necroeconomia capitalista e criar processos de irmandade e sororidade entre todos os seres vivos, a Terra sem mal, o Bien Vivir, que é o projeto indígena, quilombola e camponês.

 

Ouvir o grito dos pobres

 

Mas talvez haja outra dramática verdade. A anomia brasileira, que hoje revela com intensidade desavergonhada o que sempre aconteceu sistemicamente, diz ao mundo, e principalmente à Europa: "Eu sou hoje o que você será amanhã, ou melhor, o que você já é, talvez, sem se dar conta". Parece-me que está em curso um processo de abrasileiramento do planeta Terra, no âmbito da crise de civilização que estamos vivendo.

Em suma, hoje as atitudes do Terceiro Mundo parecem evidentemente datadas, quando nos colocamos à escuta do grito dos pobres, que é muito mais extenso e ensurdecedor do que o grito que vem da Amazônia, tão lembrado pelos ocidentais iluminados, ou do grito da savana, o Cerrado brasileiro, mortalmente ferido há décadas e tão esquecido pelos ocidentais.

Não se trata de uma polêmica estúpida que colocaria em concorrência duas tragédias ambientais, mas a remoção do Cerrado e a opção pela floresta tropical revelam a cegueira do Ocidente que deliberadamente ignora o bioma mais antigo do planeta, onde se articula todo o complexo sistema da água doce e das bacias hidrográficas, presentes em onze estados do Brasil. E é no Cerrado que ressuscita o latifúndio, onde se cultivam soja, cana-de-açúcar e eucalipto, matérias-primas exportadas para o Ocidente e China, da Arábia Saudita Verde que é o Brasil.

É certamente necessário abrir o coração, mas também os olhos. De fato, neste ano de eleições presidenciais, a hipótese da esquerda que quer substituir o atual governo de extrema-direita por enquanto está ganhando. Parece um processo de maquiagem do realismo prudente da política como mera constatação dos interesses dos empresários e das demandas dos partidos.

Para Lula, toda e qualquer aliança deve e pode ser usada para ganhar as eleições. Os partidos de esquerda poderiam ter proposto o impeachment do presidente bem antes de chegar aos 600 mil mortos por Covid, causados pelo negacionismo e pela negligência do governo federal, mas preferiram o caminho eleitoral, entendendo-o como a única garantia para retornar ao poder.

Parece então que não existe um projeto político, mas não é verdade. O coração deste projeto chama-se MATOPIBA, um programa a serviço do agronegócio, da mineração, da energia, dos transportes terrestres e fluviais, dos portos... que abrange o Cerrado dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, inaugurado em maio de 2015 pela presidente Dilma Rousseff e pelo PT, uma cópia fiel do projeto de desenvolvimento e devastação da Amazônia, que foi o programa Grande Carajás (1984) da ditadura civil-militar. Repetição fiel da loucura capitalista.

 

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