Colômbia. “É hora de trocar a intolerância e os tiros pela utopia”, conclama José Mujica

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12 Mai 2021

 

O ex-presidente do Uruguai, JoséPepeMujica, pediu o fim da intolerância, após duas semanas de repressão das forças de segurança da Colômbia contra o povo nas ruas, em rejeição à reforma tributária imposta por Iván Duque, e que já deixou um saldo de mais de 1.000 feridos, mais de 15 mortos e quase 100 desaparecidos.

A reportagem é de Leonardo Buitrago, publicada por El Ciudadano, 10-05-2021. A tradução é do Cepat.

“Procure que suas velhas feridas, a partir da intolerância, que assassinou (Jorge Eliécer) Gaitán, possam cicatrizar. Sessenta anos de dor, que hoje se tenta transformar, em disputa política, política e persuasiva e pacífica. Trocar a intolerância e os tiros pela utopia de saldar dívidas sociais. 12 milhões de camponeses pobres, e a Colômbia entre os cinco países mais injustos da Terra”, expressou Mujica em uma mensagem divulgada pela rede social Twitter.

Afirmou que, neste momento, a história se encontra no ponto em que se busca o predomínio da “direita extrema” e “a xenofobia”, fazendo referência aos discursos do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O pêndulo da história parece se inclinar, neste momento, em vários países, à direita extrema, hipernacionalista, xenófoba, portadora de um protecionismo chauvinista, que ameaça despedaçar a globalização aberta, esta, sim, filha de interesses concentradores e oligopolistas”, advertiu o também ex-senador.

“Surge uma resposta política em muitos lugares, inclusive nas urnas, porque se submergem na estagnação e incerteza grandes massas que atendem ao discurso fascistoide e mentiroso dos Trump e outros parecidos”, acrescentou Mujica.

Também fez uma autocrítica e afirmou que a “social-democracia está em crise”, razão pela qual apontou que, entre os que manifestam seu desgosto nas ruas, estão pessoas desorientadas.

“Perdeu a credibilidade de tanto negociar e ceder diante do abuso concentrador da riqueza e do verdadeiro poder plutocrático. As alternativas possíveis parecem muito mais responder aos bancos e transnacionais do que aos partidos políticos comprometidos com as classes médias e os trabalhadores. Não é por acaso que o desgosto submerge pessoas desorientadas na pior de todas as saídas”, apontou.

De igual modo, alertou sobre um possível retorno do modelo autoritário, disfarçado de uma forte democracia com apoio popular.

“Existe um presságio autoritário que voa sobre os céus, da democracia impotente, inclusive com apoio plebiscitário”, ressaltou.

“Saibamos que no pior dos casos, se retornará à luta coletiva, por uma democracia superior e para construir um passo à frente da civilização, lutando sempre pela igualdade dos semelhantes, mas lembremos que o pêndulo da história nunca arranca do extremo a que chegou”, sentenciou.

 

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