Em 16 de outubro de 1943, a invasão do gueto de Roma. Mais de 1000 pessoas levadas para Auschwitz. Apenas 16 retornaram

Mais Lidos

  • Crer apesar de razões para não crer. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS
  • Gino Cecchettin, o discurso no funeral da filha Giulia. Texto integral

    LER MAIS
  • “O próximo papa poderia convocar um concílio”. Entrevista com D. Erwin Kräutler

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

17 Outubro 2020

“As SS capturaram, casa por casa, mais de 1.000 pessoas (homens, mulheres e crianças) e as carregaram no comboio com destino a Auschwitz. Apenas 16 retornaram: uma única mulher e nenhuma criança. Nós não esquecemos”.

A reportagem é de Gian Mario Gillio, publicada por Riforma, 16-10-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eram as 5h30 do dia 16 de outubro de 1943, um sábado de manhã, quando as tropas nazistas decidiram entrar no bairro (o gueto judeu) de Roma, pela Via Portico d’Ottavia, para realizar uma grande blitz.

Os moradores das comunidades judaicas estavam tranquilos. O tenente-coronel Kappler havia pedido a eles e à comunidade judaica romana, apenas dois dias antes dessa trágica data que hoje lembramos, 50 quilos de ouro para oferecer salvação.

O engano chegou cedo, na noite do dia 16 de outubro, nas primeiras luzes da madrugada, os alemães vasculharam o gueto. Gritos, violências, caminhões, cães, fuzis e insultos despertaram as pessoas de sobressalto, tranquilizadas até poucos minutos antes pelas promessas feitas pelos dirigentes nazistas e ainda adormecidas nas suas “casas aconchegantes”.

Essas pessoas, depois de uma breve detenção, seriam deportadas para Auschwitz: 1.023 judeus. No fim da guerra, apenas 16 pessoas retornariam à Itália para as suas “casas não mais aconchegantes”.

A blitz de Roma é representativa de quão terrível foi a perseguição antijudaica ocorrida na Itália (e em toda a Europa) por obras das tropas alemãs de ocupação.

Hoje, a Comunidade Judaica de Roma afirma: “As SS capturaram, casa por casa, mais de 1.000 pessoas (homens, mulheres e crianças) e as carregaram no comboio com destino a Auschwitz. Apenas 16 retornaram: uma única mulher e nenhuma criança. Nós não esquecemos”.

A terrível captura nazista no Gueto de Roma foi narrada com lucidez extraordinária por Giacomo Debenedetti no seu livro “16 ottobre 1943” (hoje disponível graças à editora Sellerio) e que a editora Magnes Press, da Universidade Hebraica de Jerusalém, recentemente republicou.

Nessa quinta-feira, 15, o Instituto Italiano de Cultura de Tel Aviv dedicou um seminário online à recordação dessa trágica data. “Piazza Giudia: la retata degli ebrei, 1943”, de Sergio Zavoli, certamente é um dos documentários mais interessantes dedicado ao dia 16 de outubro de 1943 e que reconstrói a blitz por meio de documentos e testemunhos diretos, e está disponível no RaiPlay.

Todo dia 16 de outubro é um dia para não se esquecer.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Em 16 de outubro de 1943, a invasão do gueto de Roma. Mais de 1000 pessoas levadas para Auschwitz. Apenas 16 retornaram - Instituto Humanitas Unisinos - IHU