Manutenção da centralidade da política governamental assentada na austeridade e autoritarismo não retirará país da trajetória de decadência

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15 Agosto 2020

"A manutenção da centralidade da política governamental assentada na austeridade e autoritarismo não retirará, infelizmente, o Brasil da trajetória de decadência econômica e da barbárie social a qual se encontra", escreve Márcio Pochmann, economista e ex-presidente da Fundação Perseu Abramo, em artigo publicado por Carta Capital, 14-08-2020.

Eis o artigo.

Ao antecipar o possível comportamento do PIB brasileiro neste primeiro semestre de 2020, o Banco Central constata o curso da quarta recessão na economia brasileira acumulada nos últimos quarenta anos.

A se confirmar essas informações prévias do Banco Central pelo IBGE, através das contas nacionais, poder-se-á afirmar que o Brasil encontra-se na mais profunda queda no nível de atividade econômica desde 1980.

Quando se amplia a análise, incorporando-se outros elementos de natureza econômica, como o expressivo fechamento de empresas, a profunda queda no nível de ocupação e a continuada saída de capital, pode-se considerar também a situação de proximidade da depressão econômica, mais do que a recessão.

Ademais, cabe ainda destacar que a prévia do PIB divulgada pelo Banco Central aponta a continuidade no crescimento da distância entre o propósito almejado desde a virada neoliberal na política econômica e social e a sua negação pela realidade socioeconômica do observada.

Diante disso, a manutenção da centralidade da política governamental assentada na austeridade e autoritarismo não retirará, infelizmente, o Brasil da trajetória de decadência econômica e da barbárie social a qual se encontra.

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