Cumpre-se o pior temor do Papa: o coronavírus chega a Lesbos e ameaça milhares de refugiados

Acampamento Moria, para os refugiados em Lesbos. Foto: Anna Patelia | Médicos sem Fronteiras

Mais Lidos

  • ​Sociólogo analisa a conjuntura eleitoral e os possíveis desfechos da eleição de domingo. “Diria que hoje, para sermos mais conservadores na análise, os dois vão para o segundo turno com um viés de alta para o Lula”

    Eleições 2026: “Brasil pode entrar numa rota de conflito interno e de ingovernabilidade radical”. Entrevista especial com Rudá Ricci

    LER MAIS
  • Pesquisadores comentam dados iniciais do pleito e tendências para o 2º turno

    1º turno das eleições de 2026 é marcado por metamorfoses, tecnonepotismo e insatisfação. Entrevista especial com Tatiana Vargas-Maia e Ricardo Costa de Oliveira

    LER MAIS
  • O candidato de extrema-direita Flávio Bolsonaro derrota Lula no primeiro turno das eleições no Brasil. Artigo de Bernardo Gutiérrez

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

13 Março 2020

O alarme disparou no último domingo, 08-03, quando se confirmou o primeiro caso de contágio de coronavírus na ilha grega de Lesbos, onde se aglomeram dezenas de milhares de refugiados, tanto no acampamento de Moria quanto nos arredores.

A reportagem é publicada por Vida Nueva, 12-03-2020.

Trata-se de um cidadão grego que voltava de uma viagem a Israel, porém se desatou o pânico em todas as entidades sociais comprometidas com os refugiados, em sua maioria sírios que fogem da guerra, entre os quais há inúmeras crianças sem nenhum tipo de acompanhamento familiar.


Mapa do Mediterrâneo, em destaque: Grécia, Lesbos, Turquia e Síria. Fonte: Google Maps


Mapa do mar Egeu, bacia interna do Mediterrâneo. Em destaque: Grécia, a ilha grega de Lesbos e Turquia. Fonte: GreenMe

Estrutura mínima

Muitas ONGs tiveram que suspender suas atividades, e outras, como a Médicos sem Fronteiras, veem-se obrigadas a manter a estrutura básica. “Temos menos atividade e menos assistentes. Desde a semana passada, estivemos aplicando os protocolos de segurança que utilizam em países em guerra”, confirmou um dos porta-vozes do MSF, Maurizio Debanne, em declarações à Agencia Sir.

Como se fosse pouco, essa crise se solapa com a qual se desatou depois da decisão da Turquia de abrir suas portas para pressionar a União Europeia com uma chegada maior de refugiados a seus estados-membros, o que teve sua primeira grande resposta em sua fronteira com a Grécia que, ao mesmo tempo, suspende durante um mês o direito dessas pessoas a solicitar asilo. Algo que foi tachado de ataque aos direitos humanos por parte das entidades sociais presentes na zona.

Consequências desastrosas

É o caso do Serviço Jesuíta aos Refugiados (SJR) da Europa, que mandou uma carta aos principais dirigentes europeus na qual lamentam que “este jogo, jogado pelos poderosos, está pondo em risco vidas humanas inocentes. Deve deter-se agora. A essa mistura já volátil se acrescenta um pânico crescente sobre o coronavírus. Com a falta de atenção médica nos acampamentos críticos, as ONGs temem que um surto tenha consequências desastrosas”.

O papa Francisco, em suas últimas intervenções públicas, levantou a voz diante a esse drama, pedindo para se centralizar as atenções aos refugiados, que fogem da guerra, da perseguição e “das doenças”.

Leia mais