Mons. Jordi Bertomeu fará os Exercícios Espirituais orientados pelo Pe. Germán Arana

Foto: Pixabay

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18 Julho 2018

Nas últimas horas, algumas publicações chilenas e espanholas parecem acompanhar com atenção as férias do Mons. Jordi Bertomeu, conhecida autoridade da Congregação para a Doutrina da Fé e membro da “missão especial” que o Papa Francisco enviou duas vezes ao Chile, liderada pelo arcebispo de La Valletta, Dom Charles Scicluna.

A reportagem é de Il Sismografo, 17-07-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Uma importante publicação chilena afirma que Mons. Bertomeu, desde a quarta-feira, 11 de julho, durante 30 dias, se dedicará inteiramente aos seus Exercícios Espirituais de verão, seguindo o modelo e os costumes de Santo Inácio de Loyola.

O jornal, depois, se aventura em uma espécie de previsão totalmente infundada, embora possível, “mas não provável”, dizem no Chile. Com esse retiro, Mons. Bertomeu estaria se preparando para a nomeação que, no Vaticano, teria sido pensada e decidida para ele: novo arcebispo de Santiago no lugar do cardeal Ricardo Ezzati, de origem italiana (Campiglia dei Berici, Vicenza). Como se sabe, o purpurado também está no centro de inúmeros protestos e polêmicas por causa de seu papel na crise da Igreja no Chile.

Na Espanha, a notícia foi confirmada com o acréscimo de outros detalhes: o Mons. Bertomeu, nesses Exercícios (realizados no vilarejo marítimo de Pedreña, comunidade autônoma da Cantábria), faz parte de um grande grupo de pessoas, homens e mulheres, eclesiásticos e leigos, provavelmente alguns bispos, todos guiados pelo pregador jesuíta, Pe. Germán Arana, presbítero sobre o qual se escreveu muito nos últimos meses a propósito do caso chileno do bispo emérito de Osorno, Dom Juan Barros.

Afirma-se que Dom Barros foi nomeado bispo de Osorno em 2015 por ter sido sugerido ao papa pelo Pe. Arana, que, anos atrás, tinha realizado um longo retiro espiritual a um grupo em que Barros estava, circunstância que facilitou uma sólida amizade entre eles.

Por outro lado, o Pe. Arana estava presente no Chile quando Dom Barros tomou posse da diocese, embora com muitos protestos e sob a proteção da polícia. Durante aquela estada do Pe. Arana na cidade de Osorno, alguns dos seu comportamentos e palavras foram duramente criticados e denunciados por um grupo de sacerdotes da diocese ao provincial jesuíta.

No Chile, o padre Arana certamente não goza de simpatia, e a imprensa sempre foi muito crítica em relação ao seu trabalho.

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