A tragédia de Myanmar

Foto: Pierre Prakas/ European Commission/ Flickr

Mais Lidos

  • “Meu pai espiritual, Santo Agostinho": o Papa Leão XIV, um ano depois. Artigo de Carlos Eduardo Sell

    LER MAIS
  • A mineração de terras raras tem o potencial de ampliar a perda da cobertura vegetal nas áreas mineradas, além de aumentar a poluição por metais tóxicos e elementos químicos radioativos que são encontrados associados às terras raras, afirma o pesquisador da UFRGS

    Exploração de terras raras no RS: projeto põe recursos naturais em risco e viabiliza catástrofes. Entrevista especial com Joel Henrique Ellwanger

    LER MAIS
  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

16 Setembro 2017

Uma vez mais a religião, que deveria figurar como estímulo à paz, ao diálogo e à concórdia, alimenta a violência, a discriminação e a migração forçada. Deus é o Senhor da vida, não da morte!, escreve Pe. Alfredo J. Gonçalves, padre carlista, assessor das Pastorais Sociais.

Eis o artigo. 

Contam-se às dezenas de milhares os refugiados/prófugos da etnia Rohingya que fogem de Myanmar (antiga Birmânia), deslocando-se compulsoriamente para o Blangladesh.

Neste último país, milhares de refugiados/prófugos dessa etnia estão se instalando em campos improvisados, em condições precárias e inapropriadas.

De acordo com os relatos que circulam pelas redes sociais, a causa imediata está ligada à perseguição religiosa sobre a minoria muçulmana, pressionada pela maioria budista.

Uma vez mais a religião, que deveria figurar como estímulo à paz, ao diálogo e à concórdia, alimenta a violência, a discriminação e a migração forçada. Deus é o Senhor da vida, não da morte!

Recentes incursões do Exército de Myanmar em Rakhine, o estado a noroeste do país e que alberga mais de um milhão de muçulmanos da etnia rohingya, já deixou centenas de mortos.

A Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, autoridade importante de Myanmar, nega as atrocidades. Com isso, entra em colisão com ONU e outras organizações, como a Oxfam, que não sonseguem acesso aos territórios do conflito.

Muitos dos rohingya que conseguem chegar a Bangladesh, porém, mostram feridas à bala, narrando cenas de perseguição e massacres por parte do exército.

Roma, 14 de setembro de 2017

Leia mais