É tempo de construir pontes, não muros! O apelo da Companhia de Jesus na América Central

Fonte: Pixabay

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03 Fevereiro 2017

“Em tempos de muros, sentimo-nos chamados a construir pontes entre pessoas, culturas e sociedades. A levantar nossas vozes e trabalhar juntos e juntas para que os Estados centro-americanos e norte-americanos respeitem os direitos humanos e o princípio da dignidade humana, celebrem as diferenças e fomentem uma cultura de hospitalidade e fraternidade”, manifestam-se a Província Centro-Americana da Companhia de Jesus, a Comissão Provincial do Apostolado Social e a Rede Jesuíta com Migrantes da América Central.

Eis o manifesto.

Nós, da Província Centro-Americana da Companhia de Jesus, Comissão Provincial do Apostolado Social e Rede Jesuíta com Migrantes da América Central, expressamos nossa preocupação e total rejeição às medidas migratórias anunciadas nos últimos dias pelo presidente dos Estados Unidos, tais como o aumento da segurança fronteiriça, a suspensão do direito de solicitar asilo, o aumento de centros de detenção e de procedimentos de deportação expedita e a proibição da entrada de pessoas de várias nacionalidades, entre outras.

As ordens executivas emitidas pela Administração Trump supõem violações graves aos direitos humanos e “representam uma política dirigida a estigmatizar e criminalizar os migrantes ou qualquer pessoa percebida como migrante”, tal e como reconhece a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em seu comunicado do dia 01 de fevereiro do presente ano. Sua implementação não tem outro efeito a não ser agravar a crise e vulnerabilidade dos milhares de centro-americanos e centro-americanas que se veem obrigados a sair de seus países, porque estes não lhes oferecem as condições mínimas para poder levar uma vida digna e, em muitos casos, para poder salvar suas vidas.

Somamo-nos às denúncias dos irmãos jesuítas do Canadá e Estados Unidos, que consideram tais disposições uma afronta a nossa missão como Companhia de Jesus, e um assalto aos valores cristãos. E nos sentimos corpo com eles quando expressam sua solidariedade com nossas irmãs e irmãos migrantes, reafirmam sua decisão de não ceder diante do medo, e sua intenção de continuar a longa tradição de defender e acompanhar as pessoas migrantes e refugiadas, sem importar sua origem ou religião.

Em tempos de muros, sentimo-nos chamados a construir pontes entre pessoas, culturas e sociedades. A levantar nossas vozes e trabalhar juntos e juntas para que os Estados centro-americanos e norte-americanos respeitem os direitos humanos e o princípio da dignidade humana, celebrem as diferenças e fomentem uma cultura de hospitalidade e fraternidade.

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