Ratzinger está com uma infecção no rosto, é grave

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05 Agosto 2020

Fechado no mosteiro no ponto mais alto da colina do Vaticano, neste verão de isolamento forçado para todos, Ratzinger está mais fraco do que nunca, imerso em uma solidão que ele nunca teria imaginado tão vasta depois da morte do irmão no início do mês passado. A perda foi tão grande que provavelmente repercutiu também em sua saúde física: embora ele esteja muito lúcido, quem cuida dele não esconde que suas energias estão diminuindo lentamente. Um pouco mais a cada dia. Quem quebrou a reserva sobre a sua privacidade foi seu biógrafo, o escritor alemão Peter Seewald.

Na semana passada, chegou a Roma para a habitual conversa amigável e para lhe entregar uma cópia de sua biografia mais completa. Seewald se viu diante de um homem idoso extremamente frágil, quase sem voz, quase incapaz de falar por causa da imobilidade dos músculos faciais. A seguir, os rumores se avolumaram repercutindo da Alemanha à Itália. Monsenhor Gaesnwein, o secretário, só interveio à noite para garantir que Bento XVI não está morrendo, que "suas condições não causam uma preocupação particular: são as de um homem de 93 anos que está superando a fase mais aguda de um herpes".

A reportagem é de Franca Giansoldatino, publicada por Il Messaggero, 04-08-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Aura de mistério

O fato é que a saúde do Papa emérito (constantemente cercada por uma aura de mistério) após a morte de seu amado irmão padre Georg está se revelando um fator não secundário. Como se a onda de choque do luto recente, a perda do último membro de sua família, estivesse se transformando em algo forte demais para suportar por uma pessoa idosa, mesmo para um físico resistente como o dele.

Ultimamente Joseph Ratziznger está sendo atormentado por um doloroso herpes facial que está causando grande sofrimento e um pouco de febre. O distúrbio se desenvolveu no lado esquerdo do rosto. De acordo com as poucas notícias filtradas do mosteiro onde Ratzinger vive desde 2013, o ano de sua renúncia como Papa, o vírus em si é bastante comum e geralmente é superável para quem tem boas defesas imunológicas por meio de uma dose maciça de antibióticos. No entanto, poderia até arriscar comprometer sua visão se ele não reagir bem aos tratamentos. A visão é um verdadeiro calcanhar de Aquiles para toda a família Ratzinger. Até seu irmão padre  Georg sofria de um problema ocular grave até que, em seu último período, chegou à cegueira completa.

A erisipela teria afetado as baixas defesas imunológicas de Bento XVI no período em que chegavam de Regensburg notícias cada vez mais trágicas relacionadas à piora da saúde de seu irmão mais velho. Discutindo com os médicos e colaboradores mais próximos que sugeriam que ele não se arriscasse a tomar aviões, Joseph Ratzinger não hesitou e impôs sua vontade fazendo uma viagem a Regensburg para ficar ao lado do irmão, uma visita ao túmulo dos pais e da irmã no cemitério nos portões da cidade da Baviera, celebrar a missa ao lado de padre Georg, segurar sua mão, acariciá-lo pela última vez. Quando morreu, o papa emérito só pôde acompanhar o funeral de seu irmão pela televisão. O herpes já o havia afetado, como mostram as fotografias impiedosas tiradas em sua chegada ao aeroporto, sentado em uma cadeira de rodas, com o rosto vermelho, inchado e rígido pela doença viral. De acordo com Seewald – que concedeu uma entrevista ao jornal Passauer Neue Presse – o Papa emérito é mais do que nunca extremamente frágil. Seu pensamento e memória estão íntegros, mas ele fala com um fio de voz, tanto que é difícil ouvi-lo. Ele já escreveu um testamento espiritual deixando disposições para lê-lo e publicá-lo após sua morte.

Joseph Ratzinger também estabeleceu onde será enterrado, indicando a antiga tumba de João Paulo II na cripta de São Pedro, deixada livre depois que a urna com os restos do Papa polonês foram colocadas na basílica após sua canonização, em uma capela lateral ao lado da Pietà de Michelangelo na área de entrada de San Pietro.

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