Abusos: convocação dos bispos ao Vaticano é ''uma resposta às expectativas das pessoas'', afirma Dom Scicluna

Foto: Pixabay

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15 Setembro 2018

A iniciativa do Santo Padre Francisco de chamar os presidentes de todas as Conferências Episcopais do mundo para uma reunião em Roma, em fevereiro de 2019, sobre o tema “A prevenção dos abusos” é “uma resposta às expectativas das pessoas para que passemos dos documentos e das palavras aos fatos. As pessoas precisam entender que não bastam belas palavras e promessas, mas que é preciso um compromisso generalizado que diga respeito a todos e que envolva toda a Igreja e a todos na Igreja”. A afirmação é de Dom Charles Scicluna, presidente da Conferência Episcopal Maltesa, falando aos jornalistas às margens da Assembleia Plenária dos bispos europeus que ocorre em Poznań, na Polônia.

A reportagem é publicada por Servizio Informazione Religiosa (SIR), 14-09-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Dom Scicluna, que foi enviado pelo papa ao Chile para tentar resolver o escândalo dos abusos que abalou a Igreja daquele país, acredita que a convocação a Roma “é um sinal muito forte de um compromisso com a defesa da dignidade e a proteção dos menores na Igreja. Esse chamado, esse convite diz uma coisa fundamental: que a questão da prevenção dos abusos e da proteção dos menores compromete toda a Igreja e compromete a todos na Igreja”.

“O encontro – continua Scicluna –já pontualiza uma tomada de posição muito clara da Santa Sé em 2011, quando a Congregação para a Doutrina da Fé endereçou a todas as Conferências Episcopais do mundo uma carta circular que salientava atitudes fundamentais de resposta ao triste fenômeno dos abusos de menores, mas também indicava a exigência de levar adiante o trabalho intenso, mas necessário, de diretrizes para todas as nações do mundo. Seguiram-se muitas iniciativas de muitas Conferências Episcopais. A maioria respondeu a esse convite, e, nos anos seguintes a 2011, todas as diretrizes foram avaliadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.”

“Mas não se deve ter apenas documentos”, ressalta o arcebispo: “É preciso sensibilizar toda a comunidade, porque esse triste fenômeno não é resolvido apenas pela hierarquia, mas é um compromisso que deve envolver a todos.”

Respondendo a uma pergunta sobre a formação dos candidatos ao sacerdócio, Dom Scicluna disse: “Ainda em 2011, a carta circular da Congregação para a Doutrina da Fé indicava a formação humana dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa como um dos momentos importantes e fundamentais. E ainda antes, em 1992, houve um mensagem profética de São João Paulo II na exortação pós-sinodal Pastores dabo vobis, que, ao falar da formação dos futuros sacerdotes, valorizava de modo profético e urgente a questão da formação humana, do screening psicológico e também de uma clara e pontual avaliação do candidato do ponto de vista da idoneidade ao ministério, sob a chave da idoneidade afetiva e da idoneidade para ser pastor e pai para o rebanho”.

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