O pesquisador num mundo de incertezas. Reflexões de Faustino Teixeira

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19 Janeiro 2021

“Atuei por muitos anos na atividade acadêmica, desde os anos da PUC-RJ até meu ingresso na UFJF, em 1989. Tudo começou em 1978, quando ingressei no Mestrado em Teologia sob a preciosa orientação de João Batista Libanio, que foi quem sempre me incentivou nos caminhos da formação pessoal e acadêmica. Devo muito a ele em todo o meu aprendizado. Foi ele quem me estimulou a ir para a PUC-RJ e quem me incitou a fazer o doutorado em teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, iniciado em 1982. Com ele aprendi os passos essenciais da metodologia acadêmica e dos segredos da orientação acadêmica. Foi ele quem me ajudou sobremaneira a quebrar os difíceis bloqueios na arte da organização e da redação. Foi a partir de seu impulso que fiquei mais leve, destemido e livre para poder ingressar nesse desafiante trabalho da exposição pública das ideias”, escreve Faustino Teixeira para a 311ª edição dos Cadernos IHU Ideias.

Para Faustino, “a vida acadêmica é complexa, e nem todos estão preparados para avançar em seus meandros. Há casos de pessoas que precisam ser orientadas a perseguirem outros caminhos, evitando o excessivo desgaste de uma vida que vem alimentada por uma vocação. Esse discernimento é essencial, e o bom orientador percebe logo isso, e pode ajudar muito o aluno a encontrar o seu caminho”. E acrescenta: “o trabalho acadêmico profundo requer condições fundamentais, a começar pelo cuidado com o mundo interior”.

Para o autor, é necessário que o intelectual parta de uma posição apofática. Nas palavras dele: “o pesquisador deve se dar conta de que se encontra num ‘mundo de incertezas’, e toda a calma, paciência e discernimento devem envolver o trabalho de reflexão. O clima que deve envolver o pensar é de radical repulsa a qualquer dogmatismo e inflexibilidade na reflexão. Há que estar sempre aberto e disponível para colocar-se em questão, a todo tempo. É o caminho de situar-se num horizonte complexo”.

Faustino reflete sobre a estrutura dos programas de pós-graduação e sua relação com o Tempo, com os conceitos de eficiência e produtividade, assim como a vocação e, portanto, motivação dos mestres e alunos envolvidos nos processos de pesquisa.

“É a partir de tais pressupostos que posso apontar aqui algumas pistas que fui percebendo ao longo de minha trajetória acadêmica para ajudar no trabalho delicado de orientação dos alunos. Servir-me-ei aqui, sobretudo, das agudas reflexões tecidas por João Batista Libanio em dois livros que foram lume na minha trajetória pessoal e na minha atividade de orientador acadêmico. São os livros: A arte de formar-se (2001) e Introdução à vida intelectual (2001). Ao final, partilho algumas notas pessoais que fui passando para os meus orientandos ao longo de minha atuação aqui na UFJF, no programa de pós-graduação em ciência da religião”.

Imagem: Capa dos Cadernos IHU Ideias número 311, de Faustino Teixeira.

 

Acesse aqui o texto completo de Faustino Teixeira.

 

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