Haiti. Uma longa lista de mortes e violência: proliferação de armas, impunidade e corrupção

Protesto contra o presidente Jovenel Moïse no Haiti. Foto: Haiti Rebel

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16 Outubro 2020

A violência continua no Haiti, causando uma onda de mortes nas últimas semanas. Na segunda-feira, 12 de outubro, Eric Elias Diogène, guarda-costas do senador Youri Latortue, foi morto a tiros em Delmas, distrito de Pétionville, segundo informações da agência AlterPresse. Na noite de sábado, 10 de outubro, bandidos armados em uma motocicleta abriram fogo contra passageiras do sexo feminino, que acabavam de chegar perto da Place de Vertières (Carrefour Nazareth, Cap-Haïtien), procedentes de Porto Príncipe. Claudette Prévil e Thomas Lozier, voltando dos Estados Unidos da América, foram mortos instantaneamente.

A reportagem é publicada por Agência Fides, 15-10-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Na sexta-feira, 9 de outubro, a polícia descobriu, em um apartamento em Pétionville (a leste da capital, Porto Príncipe), o corpo sem vida, com um buraco na cabeça, de Pierre Édouard Rosier, pessoa conhecida no meio social. Na noite entre a terça-feira, 06-10, e a quarta-feira, 07-10, gangues armadas mataram mais de 10 pessoas e incendiaram mais de 1.500 casas no município de Saint-Louis du Nord (noroeste do Haiti). Deve-se destacar que a cada homicídio se seguem manifestações de protesto popular que provocam novas violências e mortes, por parte das gangues criminosas e do exército.

Na sexta-feira, 2 de outubro, o estudante Grégory Saint-Hilaire foi morto nas dependências da École Normal Supérieure (ENS) da Universidade Estadual do Haiti (UEH), por uma bala nas costas, atribuída a agentes da Unidade de Segurança Geral do Palácio Nacional (USGPN). O fato causou muitas reações entre os grupos de estudantes, com manifestações violentas nos dias seguintes. Na noite entre sábado 26 e domingo 27 de setembro, o pastor Jean-Philippe Quétant e sua esposa Herna Plancher, ambos haitianos, recém-chegados dos Estados Unidos da América, foram assassinados na cidade de Croix-des-Bouquets (município a nordeste da capital, Porto Príncipe).

Em 28 de agosto, o presidente da Ordem dos Advogados de Porto Príncipe, Monferrier Dorval, foi assassinado por indivíduos armados, em sua residência particular na mesma área onde vive o presidente do Haiti, Jovenel Moïse, na cidade de Pétionville, a leste da capital.

Além da proliferação de armas no território nacional, a impunidade e a ausência de sanções penais há anos pelos tribunais contra gangues armadas, estão entre as principais causas dessa violência que preocupa a população haitiana. Diante dessa violência, a Igreja local sempre apelou à paz e a denunciar a corrupção.

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