Cardeal Pell, condenado por abusar de dois coroinhas

George Pell | Foto: Reprodução Youtube

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13 Dezembro 2018

O cardeal Pell, ainda prefeito da Secretaria de Economia do Vaticano, foi declarado culpado de abusar sexualmente de dois coroinhas nos anos 1990, segundo anunciam os meios de comunicação australianos, que falam de um veredicto unânime do tribunal de Melbourne.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 12-12-2018. A tradução é do Cepat.

Caso se confirme, será a condenação do maior alto cargo da Igreja por um crime de pedofilia. A Santa Sé ainda não se pronunciou, mas na prática Pell já não atuava como superministro de Economia vaticano, e não participa das reuniões do C9, o grupo de cardeais que colabora com o Papa para a reforma da Cúria. No ano passado, o purpurado havia pedido uma dispensa a Roma para viajar a Melbourne e se defender das acusações contra ele, que sempre negou.

O julgamento veio precedido de uma forte polêmica, toda vez que se declarou o silêncio total e a proibição de publicar qualquer informação relativa ao caso. No entanto, após três dias de deliberações, vários meios de comunicação australianos já publicam que Pell foi considerado culpado por todas as atribuições. Uma decisão tomada por unanimidade.

Pell havia sido acusado de abusar sexualmente de dois coroinhas, durante uma viagem nos anos 1990, quando era bispo em Ballarat. O prelado sempre negou energicamente as acusações, e seu advogado, Robert Richter, enfatizava, em 2017, que há provas “volumosas” para demonstrar que “o que se alegou é impossível”.

“A todo o momento, fui completamente claro em minha total rejeição a estas acusações”, disse Pell, no ano passado. “A notícia destas responsabilidades fortalece minha resolução e os procedimentos judiciais agora me oferecem a oportunidade de limpar meu nome e, depois, retornar a Roma para trabalhar”.

Ainda não se conhece o conteúdo da sentença, nem a condenação que o cardeal precisará cumprir, que certamente apelará da sentença. Durante o caso, o purpurado residiu em uma casa da diocese, ainda que a Igreja australiana destacou que Pell pagava de seu bolso todos os gastos com a sua defesa.

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