Mobilização sobre mudança climática

COP 23 (Fotos Públicas)

Mais Lidos

  • EUA e Israel lançam ataque pesado contra o Irã, que reage com mísseis e promete vingança

    LER MAIS
  • A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 são essenciais para garantir o direito à educação e à qualificação profissional, enfrentando desigualdades estruturais e promovendo o desenvolvimento humano e social.

    Dossiê fim da escala 6x1: Tempo para aprender, tempo para viver: A redução da jornada de trabalho como condição para o direito à qualificação profissional no Brasil

    LER MAIS
  • “60% do déficit habitacional, ou seja, quase quatro milhões de domicílios, vivem nessa condição porque o gasto com aluguel é excessivo. As pessoas estão comprometendo a sua renda em mais de 30% com aluguel”, informa a arquiteta e urbanista

    Gasto excessivo com aluguel: “É disso que as pessoas tentam fugir quando vão morar nas favelas”. Entrevista com Karina Leitão

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Novembro 2017

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP23) de 2017 inicia hoje em Bonn (Alemanha). A COP23 começa apenas dois anos após o marco da aprovação do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas e espera dar um novo impulso no apoio dos planos nacionais de ação climática, do objetivo internacional acordado em relação à temperatura e de objetivos mais amplos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

A reportagem é de Jean-Christophe Ploquin, publicada por La Croix International, 06-11-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

"Après nous, le déluge", diz a célebre frase de Madame de Pompadour. "Depois de mim, o dilúvio". À primeira vista, essa expressão popular parece perfeitamente adequada à nossa época, que é tão afetada pelo aquecimento global provocada pelo homem.

De acordo com um consenso científico bastante amplo, o aumento das emissões de dióxido de carbono e de outros gases está causando um impacto significativo sobre a mudança climática. As possíveis consequências podem tornar o mundo inabitável para certos povos do planeta.

É uma observação alarmante, e, no entanto, as sociedades continuam crescendo e se desenvolvendo com base no modelo que está na origem da deterioração que deve acontecer.

Porém, também está acontecendo uma verdadeira mobilização, como ilustra a abertura de hoje do COP23.

Praticamente todos os países do mundo, incluindo os Estados Unidos de Donald Trump, serão representados na conferência, que procurará discutir o acordo adotado há dois anos no COP21, em Paris.

O fato de este grande encontro de cientistas, diplomatas, ativistas e líderes políticos estar acontecendo demonstra que o fatalismo não é inevitável.

Uma aliança global está em andamento, reunindo Estados, cidades, empresas, igrejas, comunidades humanas, todos convencidos de que a humanidade precisa aceitar a nossa responsabilidade pela Terra e agir como guardiões da nossa "casa comum", ou seja, do mundo e de todos os seres que aqui vivem.

Na verdade, a mudança climática leva cada um de nós a olhar para questões relativas ao futuro de nossas famílias e amigos, das próximas gerações, bem como para demonstrar nossa responsabilidade.

O ideal de fraternidade humana nos encoraja a fazer um esforço criativo para mudar nosso comportamento. O objetivo imediato é reduzir a nossa dependência dos resíduos, principalmente dos gases que produzimos.

Também é necessário pensar em formas diferentes de satisfazer as nossas necessidades de consumo. Com efeito, precisamos nos perguntar o que significa ser verdadeiramente humano.

Leia mais