Caverna no Paraná revela influência do El Niño em chuvas extremas no Sul

Foto: Abhishek Tewari/Unplash

Mais Lidos

  • O corpo é a última fronteira do capital. Entrevista com Silvia Federici

    LER MAIS
  • Quando o PT perdeu Santa Catarina. Artigo de Camilo Buss Araujo

    LER MAIS
  • Lógica católica: entre liturgia, eclesiologia e doutrina. Artigo de Paolo Gamberini

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

30 Junho 2026

Um estudo realizado por pesquisadores brasileiros e publicado na revista Communications Earth & Environment analisou, por meio de uma caverna no Paraná, a história das chuvas extremas no sul do país. O resultado mostrou que a frequência desses eventos no século 20 figura entre as mais elevadas de toda a série histórica e apontou dois fatores que influenciam esse processo: a variabilidade climática no continente antártico e a ocorrência de El Niño – ambos presentes no cenário atual.

A informação é publicada por ClimaInfo, 29-06-2026.

A Caverna do Malfazido, em Doutor Ulysses (região metropolitana de Curitiba), guarda um “arquivo climático” dos últimos 7.500 anos. Os cientistas descobriram que períodos de verão com temperaturas mais baixas na Antártica Ocidental tendem a coincidir com mais eventos extremos no sul. Nos últimos mil anos, também se nota uma relação significativa entre a frequência de chuvas extremas e episódios moderados ou fortes de El Niño.

Segundo a Agência FAPESP, os pesquisadores analisaram espeleotemas – formações minerais criadas pela deposição e cristalização de minerais dissolvidos na água. As estalagmites foram datadas por meio de métodos isotópicos, que analisam a proporção de certos elementos químicos que funcionam como um “relógio natural” para calcular a idade das amostras, resultando na identificação de 921 camadas de inundação, explica a Folha.

Ao produzirem um registro de alta resolução, os pesquisadores puderam estimar a frequência de eventos extremos ao longo de milênios. “Conseguimos produzir o primeiro registro de eventos extremos para um passado remoto”, afirmou o geólogo Julio Cauhy, autor principal do artigo.

O estudo sugere que o aquecimento global pode estar contribuindo para a intensificação de eventos climáticos extremos, informa o Correio Braziliense. Por isso, enfatiza a necessidade de criação de estratégias de mitigação e adaptação, em especial para comunidades mais vulnerabilizadas e expostas aos eventos climáticos extremos.

Leia mais