28 Mai 2026
Leão XIV defendeu mais uma vez as mudanças na liturgia desde o Concílio Vaticano II (1962-1965). Mudanças desse tipo têm sido uma constante ao longo dos séculos, disse ele na quarta-feira, em seu discurso de abertura da audiência geral na Praça São Pedro. "O culto da Igreja, portanto, 'incorporou-se' às formas culturais de cada época e pôde influenciá-las e até mesmo transformá-las." A tradição, em certo sentido, inclui inerentemente o progresso. Esse progresso, abordado na constituição conciliar Sacrosanctum Concilium, de modo algum ameaça a comunhão da Igreja, continuou Leão XIV. Pelo contrário, deve afirmá-la e fortalecê-la. O Papa exortou particularmente os sacerdotes a sempre manterem o respeito pelos textos e pela ordem litúrgica.
A informação é publicada por Katholisch, 27-05-2026.
O texto conciliar serviu como ponto de partida para uma modernização abrangente da liturgia desde 1970. Ao contrário do decreto conciliar, porém, a modernização resultante tem sido controversa entre uma minoria de católicos há décadas. Isso levou à formação de grupos tradicionalistas, alguns dos quais se separaram da Igreja. Um desses grupos é a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), que anunciou ordenações episcopais ilícitas em 1º de julho. Na terça-feira, divulgou os nomes dos quatro candidatos. Como o Papa não permitiu as ordenações devido a divergências doutrinais com eles, os candidatos, assim como o bispo consagrante, enfrentam excomunhão automática segundo o direito canônico, o que significa exclusão da comunhão com a Igreja.
Além disso, Leão XIV expressou sua preocupação com a escalada recente da guerra na Ucrânia: "Gostaria de expressar minha solidariedade a todos os que sofrem com os recentes ataques, que também foram dirigidos contra civis." A guerra não resolve problemas, mas os agrava, disse o Papa. Ela não cria segurança, mas multiplica o sofrimento e o ódio. "Onde mísseis e drones atingem, esperanças são destruídas, casas e locais de culto são arrasados e vidas inocentes são ceifadas."
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