Jesuíta Martin: o Papa Leão XIV defende bênção de casais homossexuais

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27 Abril 2026

Segundo James Martin, jesuíta nova-iorquino e ativista LGBTQIA+, Leão não está revogando a permissão do Vaticano para abençoar casais do mesmo sexo sob certas condições. Em seu retorno da África, o Pontífice havia criticado a implementação, por alguns bispos alemães, de cerimônias oficiais de bênção para casais do mesmo sexo.

A informação é publicada por katolisch.de, 24-04-2026. 

Em sua publicação nas redes sociais, Martin conclui que o Papa salientou que ir além da declaração Fiducia supplicans colocaria em risco a unidade da Igreja. "E ele tem razão quanto a isso", afirma o jesuíta.

O Sínodo Mundial (2021-2024) deixou particularmente claro que a bênção de casais do mesmo sexo é vista de maneira muito diferente no Ocidente do que em outras partes da Igreja – lá, o lema é: "Fiducia supplicans é a bênção do pecado". Agora, a unidade da Igreja é uma das principais preocupações do novo Papa, segundo o Pe. James Martin; isso já está expresso em seu lema papal: "No Uno somos um".

Nenhuma formalização

Uma das muitas condições para a bênção de casais do mesmo sexo, conforme delineado no documento de 2023 Fiducia supplicans, é que essas bênçãos não sejam formalizadas. No entanto, em sua opinião, a proposta dos bispos alemães consiste precisamente em uma maior formalização.

Esta é "uma medida que surge do desejo sincero dos bispos alemães de ouvir as vozes dos católicos alemães, que foram levantadas no âmbito dos seus processos sinodais". O Vaticano rejeita esta medida adicional, mas mantém o princípio da Fiducia supplicans, afirmou Martin. Ele destacou a citação de Leão, citando o seu antecessor, o Papa Francisco, que disse que a Igreja existe para "tutti, tutti, tutti" — isto é, para todas as pessoas, incluindo as pessoas LGBTQ+.

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