“Pastorado 2.0” quer avivar ministério na igreja da Suíça

Foto: Juan Rubiano | Flickr CC

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10 Abril 2026

A igreja protestante na Suíça enfrenta uma crise pastoral, com o envelhecimento e a escassez de pastores já há duas gerações, além de pastores queixarem-se de exaustão. Ela trabalhou em novas propostas pastorais num documento denominado de “Pastorado 2.0”, com uma abordagem baseada em competências. O primeiro passo, defende a proposta, é refletir sobre a essência da profissão para determinar a habilidade correspondente a cada tarefa.

A informação é de Edelberto Behs.

Como competência de trabalho pastoral, o documento propõe, em particular, trabalhar a espiritualidade, como disciplina e encontro pessoal com Deus, a capacidade de pregar e comunicar em diferentes maneiras dependendo do público e do contexto, recorrendo a vídeos, podcasts, palestras. Sugere, ainda, “o estudo de novas formas de ensino, a oratória, a capacidade de transmitir a mensagem essencial em três minutos e a descoberta e prática da profissão de influenciador são todas competências que devem ser conhecidas e dominadas nesta área”, além da capacidade de dar apoio emocional e aconselhamento a quem os busca, recorrendo a coaching e mentoria, sustenta o documento.

Pastorado 2.0” reconhece que nem todas essas competências devem, necessariamente, estar concentradas numa única pessoa. A criatividade é fundamental, principalmente ao considerar quais competências devem ser remuneradas, quais podem ser confiadas a voluntários, e qual o nível de conhecimento teológico exigido para cada tipo de ministério.

O documento aponta, segundo a repórter Francesca Sacco, uma desconexão entre a formação acadêmica de pastores e as realidades práticas. Os futuros pastores recebem uma boa formação teológica tradicional, institucional e formal, mas o que tem se mostrado “insuficiente para desenvolver congregações espiritualmente vibrantes.”

A abordagem baseada em competência é o modelo pedagógico centrado na capacidade do aluno de mobilizar recursos para realizar tarefas concretas. É a capacidade de agir, em contraposição ao saber-fazer e às habilidades interpessoais, juntamente com os recursos teóricos. É saber usar com eficiência a habilidades que os recursos, como o conhecimento teórico, proporcionam.

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