Seis bebês mortos pelo frio e 442 assassinados em Gaza três meses após o cessar-fogo

Foto: Abdallah F.s. Alattar/Anadolu Ajansi

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13 Janeiro 2026

Israel prossegue sua política de limpeza étnica na Faixa de Gaza, onde, todos os dias desde o cessar-fogo, ocorre uma média de cinco assassinatos. O frio e as inundações complicam a vida dos refugiados.

A informação é publicada por El Salto, 13-01-2025. 

Presenteie(-se) com um meio de comunicação próprio. Não deixe que a nossa história seja escrita pela extrema-direita. Torne-se sócia do El Salto e escrevamos juntas 2026 com informação rigorosa e independente.

O Ministério da Saúde de Gaza continua a testemunhar o impacto do genocídio que Israel perpetrou em Gaza desde 7 de outubro de 2023. Três meses após a entrada em vigor do cessar-fogo mediado por Trump, a morte de um recém-nascido (de sete dias) e de outra criança de quatro anos elevou para seis o número total de mortes infantis causadas pelo frio desde o início do inverno, segundo a contagem do Governo da Faixa.

Além disso, na semana passada, foi relatada a morte de Ata Mai, um menino de sete anos que se afogou em 27 de dezembro durante as inundações em um acampamento improvisado para deslocados internos em Sudaniyeh, ao noroeste da Cidade de Gaza.

As inundações de 30 de dezembro e 9 de janeiro agravaram as condições em um contexto em que os materiais para abrigos continuam sendo “criticamente insuficientes”, nas palavras do Ministério da Saúde: “Quase um milhão de pessoas precisam urgentemente de moradia de emergência, e as organizações humanitárias pedem soluções de abrigo duradouras e a reabilitação das casas danificadas”.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima que um milhão de pessoas em Gaza continuam necessitando urgentemente de assistência de emergência para abrigo.

As Nações Unidas deram o alerta sobre a precariedade da vida nos campos de refugiados: “Como estruturas de emergência, as tendas oferecem proteção limitada contra as chuvas fortes, as inundações ou o frio, e deterioram-se rapidamente com o uso prolongado”, advertiu a ONU.

No domingo, 11 de janeiro, a Comissão de Prisioneiros Palestinos denunciava a confirmação da morte do prisioneiro palestino Hamza Adwan em uma prisão israelense.

A proibição por parte do governo israelense de 37 organizações que forneciam ajuda humanitária e suprimentos básicos — ordenada por Israel devido a uma suposta “exploração das estruturas humanitárias para fins terroristas” — piorou uma situação já catastrófica, também devido à destruição das infraestruturas. Calcula-se que 80% da infraestrutura de água e saneamento de Gaza foi destruída parcial ou totalmente, incluindo as seis principais plantas de tratamento de águas residuais.

Atualmente, Israel não cumpriu a cláusula do cessar-fogo relativa à autorização de entrada de caminhões de ajuda humanitária. A Cruz Vermelha alemã denunciou que ainda não se atingiu o mínimo necessário de 600 caminhões diários.

Apesar do "efeito clorofórmio" provocado pela solução Trump, as mortes de civis em Gaza continuam a gotejar na Faixa. Todos os dias, desde o cessar-fogo, Israel matou uma média de cinco pessoas.

O último massacre ocorreu na quinta-feira, 8 de janeiro, quando as Forças Armadas de Israel atacaram com um drone uma tenda que abrigava pessoas deslocadas no sul de Gaza, causando a morte de 13 pessoas, cinco delas menores de idade. Na segunda-feira, a Al Jazeera informou que um drone quadricóptero israelense havia assassinado três palestinos em Khan Younis, ao sul da Faixa.

Além disso, as autoridades de Gaza confirmaram que uma milícia colaboracionista de Israel na Faixa realizou um atentado que tirou a vida de Mahmoud Al-Astal, de 40 anos, diretor de Investigações Policiais.

Mortes na delegacia No domingo, 11 de janeiro, a Comissão de Prisioneiros Palestinos (PPSMO), em inglês, denunciava a confirmação da morte do prisioneiro palestino Hamza Adwan em uma prisão israelense. O fato ocorreu em 9 de setembro de 2025, mas foi apenas agora, em 2026, que as autoridades penitenciárias confirmaram a morte. Esta representa a 87ª morte de presos palestinos desde 7 de outubro de 2023, naquela que é a pior campanha de assassinatos em prisões na história do conflito. Dessas 87 pessoas, 51 foram detidas em Gaza.

As cifras, no entanto, são mais elevadas segundo a PPSMO, que calcula que “dezenas de detidos mártires de Gaza continuam desaparecidos à força, juntamente com dezenas de detidos que foram executados sumariamente”.

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