“Estou confiante de que as coisas vão mudar”, diz Dom Klaus Krämer, referindo-se à missão das mulheres na Igreja

Foto: Mahoney Fotos | Pexels

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28 Outubro 2025

O prelado alemão vê na maior inclusão das mulheres uma tarefa importante para o futuro da Igreja. Em um encontro com representantes do movimento Maria 2.0, ele destacou que novos modelos de liderança oferecem oportunidades de mudança e de corresponsabilidade.

A informação é publicada por katolisch.de, 27-10-2025. 

O bispo de Rottenburg, D. Klaus Krämer, encorajou as representantes do movimento Maria 2.0 em sua diocese a continuarem se empenhando pela participação das mulheres na Igreja. “Estou confiante de que as coisas vão mudar, talvez não tão rápido quanto desejaríamos”, disse ele na sexta-feira, durante uma reunião com mulheres de toda a diocese. “Na Diocese de Rottenburg-Stuttgart, desenvolvemos uma boa cultura de envolvimento das mulheres – inclusive nos níveis de liderança”, afirmou o bispo.

No processo de desenvolvimento da diocese, o bispo vê uma oportunidade para outros modelos de liderança, nos quais as mulheres possam desempenhar um papel maior. No entanto, esses novos caminhos devem ser trilhados com responsabilidade e prudência, para que encontrem aceitação, explicou ele. Em vista das diferentes posições dentro da Igreja universal e da Conferência Episcopal Alemã, ele afirmou que seu objetivo é “preservar o que já conquistamos”. Para ele, é importante evitar a polarização e viver a sinodalidade.

A participação das mulheres é uma questão de toda a Igreja

Segundo Krämer, o Sínodo Mundial mostrou que muitos temas também são debatidos em outros países, e que a Igreja universal “não é tão diferente assim”. Ele já percebeu uma mudança dentro da Igreja global e acredita que, em 20 ou 30 anos, muita coisa será diferente do que é hoje.

O movimento de protesto Maria 2.0, fundado em 2019, defende, entre outras causas, o acesso das mulheres aos ministérios ordenados, a aceitação das relações entre pessoas do mesmo sexo e o fim do celibato obrigatório para os padres. A iniciativa é um movimento de base – ou seja, não possui estrutura associativa formal, mas apenas grupos locais espalhados por toda a Alemanha.

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