29 Março 2025
Devido à persistente fraqueza de saúde do Papa Francisco, segue-se em Roma a especulação sobre possíveis sucessores. Agora, uma associação de vítimas de abuso denunciou seis cardeais que são considerados "papáveis".
A informação é publicada por katolish.de, 27-03-2025.
A associação internacional de vítimas de abuso Snap apresentou uma denúncia contra seis cardeais proeminentes no Vaticano. A organização os acusa de encobrir ou não processar adequadamente, conforme o direito canônico, casos de abuso sexual cometidos por padres e funcionários da Igreja.
Os cardeais mencionados são Péter Erdő, Kevin Farrell, Víctor Fernández, Mario Grech, Robert Prevost e Luis Tagle. Todos são tratados em reportagens da mídia como possíveis candidatos ao papado. Snap significa Survivors Network of those Abused by Priests" (Rede de Sobreviventes de Abusos por Padres). A organização foi fundada em 1989 nos Estados Unidos e possui uma rede mundial.
As denúncias foram dirigidas ao cardeal secretário de Estado Pietro Parolin e aos líderes de outras autoridades vaticanas. Na visão da Snap, trata-se de relatos conforme o decreto papal "Vos estis lux mundi" (Vós sois a luz do mundo) de 25-03-2023. As cartas de denúncia estão datadas de 25-05-2025, o segundo aniversário da implementação permanente do decreto papal.
De acordo com essa lei, qualquer pessoa no Vaticano pode apresentar uma denúncia caso tenha conhecimento de crimes relacionados ao abuso sexual por clérigos. Também são puníveis, sob essa lei, ações ou omissões que visem influenciar ou contornar investigações civis ou eclesiásticas relacionadas a acusações de abuso. Isso marca a primeira vez que a tentativa de encobrir crimes é punida também pelo direito canônico.
Na denúncia, os membros da diretoria da Snap baseiam-se principalmente em reportagens da mídia. Essas reportagens detalham como os cardeais mencionados, durante seu tempo como líderes diocesanos, não investigaram adequadamente ou de forma completa as acusações de abuso sexual contra padres e funcionários da Igreja, ou não puniram de maneira suficiente os supostos criminosos.