Alertas de garimpo caem 75% na Terra Yanomami no 1º semestre de 2024

Foto: Marizilda Cruppe | Amazônia Real

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30 Julho 2024

Área sob alertas de garimpo nos seis primeiros meses é de 53 hectares, com queda de 75% em relação ao mesmo período do ano passado.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 29-07-2024.

Dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), do Ministério da Defesa, indicam uma queda substancial da atividade garimpeira na Terra Indígena Yanomami no 1º semestre de 2024. Segundo o órgão, a área sob alertas de garimpo no território caiu 75% nos seis primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado – de 219,67 ha para 53,67 ha.

Além da redução da área afetada pelo garimpo, as imagens de satélite também mostraram outros sinais da redução da atividade ilegal no território, como a água menos turva em trechos dos rios Uraricoera, Mucajaí e Couto Magalhães. Sem a contaminação por resíduos químicos da mineração, a água está voltando à coloração normal.

A redução do garimpo coincide com a realização de novas operações de fiscalização na TI Yanomami, iniciadas no começo do ano para conter a volta dos invasores. Desde o ano passado, o governo federal atua para retirar os garimpeiros e ajudar as comunidades indígenas afetadas pela mais grave crise humanitária da história recente Yanomami.

De acordo com o Ministério da Defesa, a operação Catrimani II, que engloba as ações lideradas e apoiadas pelas Forças Armadas no território, apreendeu e/ou inutilizou 35 embarcações e 16 aeronaves utilizadas pelo garimpo ilegal, além de mais de 71 mil litros de combustível e 643 metros quadrados de madeira. Folha de Boa Vista, Revista Fórum e SBT repercutiram esses dados.

Por outro lado, o g1 destacou que o governo federal suspendeu os informativos sobre o número de mortes na Terra Yanomami. O último boletim foi divulgado em fevereiro, sintetizando os dados de óbitos de 2023. Desde então, o governo não publicou nenhuma informação sobre as mortes registradas em 2024.

No ano passado, 363 indígenas morreram no território, o que representou um aumento de 6% em relação a 2022, reflexo direto da crise humanitária vivida pelos Yanomami. A alta das mortes evidenciou as falhas na estratégia inicial do governo federal no enfrentamento da crise, especialmente a falta de cooperação das Forças Armadas nas ações de fiscalização antigarimpo e na entrega de cestas básicas e medicamentos às aldeias.

Segundo o Ministério da Saúde, os dados atualizados sobre o Povo Yanomami serão divulgados “em breve”. A pasta não informou o motivo da suspensão da divulgação dos dados referentes a 2024. Folha e UOL também abordaram essa notícia.

Em tempo: O juiz João Paulo Nery dos Passos Martins, da 2ª Vara Federal de Umuarama (PR), proibiu a FUNAI de enviar lonas e outros suprimentos a indígenas em uma ocupação de parte da Terra Tekohá Guasu Guavira. A justificativa do magistrado é de que há ordens judiciais que determinam a desocupação da área pelos indígenas, que reivindicam sua demarcação por parte do governo federal. Esse é um dos casos afetados diretamente pela lei inconstitucional que estabeleceu um marco temporal para demarcação de Terras Indígenas, aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. A FUNAI e o Ministério dos Povos Indígenas vão recorrer da decisão. A notícia é d’O Globo.

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