Violência e vingança. Artigo de Enrico Peyrett

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (à direita) com o ministro da Defesa, Yoav Galant. (Foto: Amos Ben Gershom)

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

23 Mai 2024

"A defesa contra agressões deve ser exercida pela comunidade internacional com o critério da redução máxima da violência, e da rápida transição para a negociação e a mediação assistida, para uma paz justa e estável, na igualdade de direitos dos povos e dos indivíduos", escreve Enrico Peyretti, teólogo, ativista italiano, padre casado e ex-presidente da Federação Universitária Católica Italiana (Fuci), em artigo publicado por Fine Settimana, 21-05-2024. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

O mandado de prisão da Corte de Haia, tanto para os líderes do Hamas como para Netanyahu e Galant, faz valer um princípio muito importante: uma resposta não defensiva, mas hipervingativa e cruel contra civis inocentes, é crime de guerra como a agressão violenta e o massacre levado a cabo pelo Hamas em 7 de outubro.

A guerra e a superguerra não são defesa, mas uma duplicação e confirmação do mal contra a humanidade, toda ela ofendida, tal como nós nos sentimos ofendidos.

A defesa contra agressões deve ser exercida pela comunidade internacional com o critério da redução máxima da violência, e da rápida transição para a negociação e a mediação assistida, para uma paz justa e estável, na igualdade de direitos dos povos e dos indivíduos.

No meio da fúria cruel da guerra, a decisão de Haia é um vislumbre de razoabilidade e de justiça.

Leia mais