MST envia primeira carga com 2 toneladas de alimentos a Gaza; objetivo é chegar a 100 toneladas

Foto: Yuri Gringo

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31 Outubro 2023

Avião da FAB levou arroz, farinha de milho e leite, e já há mais alimentos disponíveis aguardando transporte.

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 30-10-2023.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) enviou duas toneladas de alimentos para as vítimas da crise humanitária decorrente dos ataques de Israel à Faixa de Gaza nas últimas semanas. O movimento, porém, espera enviar muito mais.

O primeiro carregamento partiu nesta segunda (30), em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), com arroz, farinha de milho e leite produzidos por famílias assentadas. Outros mantimentos já estão à disposição esperando a partida de novos voos com disponibilidade para levar a carga.

"Junto com o Ministério das Relações Exteriores, que trabalhou muito para garantir esse primeiro envio, vamos seguir enviando outras toneladas de alimentos. Nossa meta é chegar a 100 toneladas, 100 mil quilos doados pelas famílias da reforma agrária ao povo de Gaza", destacou Cassia Bechara, integrante da direção nacional do MST.

Famílias assentadas de todo o país participam da ação solidária. Entre os alimentos enviados nesta segunda, por exemplo, estão caixas de leite Terra Viva, da Cooperoeste (Santa Catarina); arroz da Cooperativa Terra Livre e da Cooperavi (ambas do Rio Grande do Sul); e farinha de milho Terra Conquistada, do Ceará.

"Todas as famílias Sem Terra acampadas e assentadas estão mobilizadas na solidariedade à luta do Povo Palestino e às vítimas em Gaza. Tanto a partir da doação de alimentos, mas também na construção de diversos tipos de atividades, atos e mobilizações, destacou Bechara.

O Movimento participa ainda de campanhas internacionais de arrecadação de fundos para as famílias camponesas de Gaza, organizadas pela União de Trabalhadores Agrícolas da Palestina, organização integrante da Via Campesina Internacional. O MST apela pela abertura urgente de um corredor de ajuda humanitária para Gaza.

"As pessoas que não estão morrendo por causa dos bombardeios estão sob profundo risco de morrer de fome, por falta de água potável, falta de alimentação. Agora, nesse momento, o central é exigir o cessar-fogo e garantir a solidariedade à população de Gaza", complementou Bechara.

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