Papa Francisco: “Quando o empresário não trabalha mais, torna-se especulador”

Papa Francisco (Fonte: Flickr)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Agosto 2023

O empresário deve manter contato com o trabalho, se não quiser se tornar especulador ou rentista, afirmou o Papa Francisco em uma carta lida, nesta segunda-feira, em Paris, diante de empreendedores associados ao principal sindicato patronal francês.

A reportagem é publicada por Página/12, 28-08-2023. A tradução é do Cepat.

“Uma das crises mais graves de nosso tempo é a perda de contato do empresário com o trabalho de sua empresa e, portanto, com seus trabalhadores, que se tornam invisíveis”, escreveu na carta datada em 13 de julho.

“O empresário também é um trabalhador” e “permanece sendo empresário enquanto trabalhar”, destacou o Pontífice na carta lida pelo bispo de Nanterre, dom Matthieu Rougé, em uma reunião do sindicato patronal Medef.

Contudo, “quando o empresário não trabalha mais, transforma-se em especulador ou em rentista (...)”, continuou Francisco.

Para o Sumo Pontífice, “os capitais humanos, éticos e espirituais valem mais do que os capitais econômicos e financeiros”.

“Sem novos empresários, nossa terra não resistirá ao impacto do capitalismo. Até agora, fizeram coisas, alguns fizeram muito, mas não é suficiente”, porque “estamos em um período urgente, muito urgente”, advertiu.

“Hoje, uma forma cada vez mais importante de participar no bem comum é criar emprego, emprego para todos, especialmente para os jovens”, acrescentou Francisco na carta.

Uma visita muito desejada a Mongólia

O Papa Francisco afirmou se sentir “feliz” em visitar, na quinta-feira, a Mongólia, país de maioria budista, onde se reunirá com “um povo nobre e sábio”, dotado de uma Igreja “pequena em tamanho, mas dinâmica em sua fé e caridade”.

“Esta é uma visita muito desejada”, ressaltou o pontífice após a oração dominical do Angelus, no Vaticano.

Esta viagem “ao coração da Ásia”, que terminará no dia 4 de setembro, será uma boa oportunidade “para conhecer de perto um povo nobre, sábio e com uma grande tradição religiosa”, afirmou.

País ex-satélite da União Soviética, que se tornou uma democracia em 1992, a Mongólia tem uma das menores comunidades católicas do mundo, estimada em cerca de 1.450 membros, em um total de três milhões de habitantes.

A viagem de nove horas entre Roma e a capital da Mongólia, Ulaanbaatar, também será um teste para a saúde do Pontífice argentino, de 86 anos, que foi submetido a uma grande cirurgia abdominal, em junho, e tem problemas de mobilidade em um quadro de saúde delicado.

Leia mais