O ditador da Nicarágua cortou relações com a Santa Sé

Foto: Wikimedia Commons/Jorge Mejía Peralta

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13 Março 2023

O governo de Manágua deu ao encarregado do Vaticano uma semana para deixar o país. O Núncio Sommertag foi expulso em apenas poucas horas justamente do dia 12-03-2022. Desde então, a Sé Apostólica não havia nomeado um novo representante.

A reportagem é publicada por Il Sismógrafo,12-03-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Depois de um longo silêncio após as declarações do Papa Francisco, o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, rompeu relações com o Vaticano. Yara Suhyèn Pérez Calero, ministra conselheira junto à Santa Sé, já teria comunicado verbalmente ao secretário de Estado a decisão das autoridades de seu país. A notícia foi divulgada hoje pelo site "Confidencial" dirigido por um jornalista nicaraguense no exílio.

A Nicarágua não tem um embaixador no Vaticano desde 21-09-2021.

As relações existiam desde 1908, ou seja, há 115 anos. Esta crise atual já dura 43 anos, ou seja, desde o fim da ditadura da família Somoza e da entrada em cena da "Frente Sandinista de Libertação Nacional" liderada por um jovem Daniel Ortega, desde então sempre em conflito com a Igreja Católica local e com o Vaticano.

Com isso, a Nicarágua torna-se um dos 12 países que não mantêm relações formais e oficiais com a Santa Sé. Até recentemente, eram 13. Há duas semanas, foi divulgada a notícia de que o Sultanato de Omã estabeleceu relações diplomáticas plenas com o Vaticano.

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