Igrejas esqueceram o ministério infantil durante a pandemia

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01 Dezembro 2021

 

Com dados coletados no Brasil, Canadá, Reino Unidos e Estados Unidos, a Liverpool Hope University perguntou, em relatório analítico, “Precisamos de um novo plano para o ministério infantil?” A pesquisa foi realizada em junho de 2021 e ouviu opiniões e experiências de 139 líderes religiosos, representantes de 16 escolas e 113 pais cristãos durante a pandemia.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

A pesquisa concluiu que houve uma diminuição do envolvimento de crianças e famílias nas congregações na pandemia, e apontou a “necessidade urgente” das igrejas priorizarem o ministério entre crianças e construir estratégias claras para o futuro. No Brasil, 20% das igrejas não tiveram como apoiar o ministério para crianças durante os estágios iniciais da pandemia e 32% buscaram recursos virtuais. Menos de 10% das igrejas pesquisadas ofereceu uma forma de interação pessoal com as crianças.

No momento da pesquisa, 24% informaram que estavam avaliando e fazendo mudanças para apoiar o ministério infantil. O levantamento deixou claro, porém, que durante a pandemia o foco das atenções voltou-se para os adultos.

O estudo da Hope University detectou que das igrejas brasileiras ouvidas, apenas duas registraram aumento do trabalho infantil durante a pandemia. Elas foram além do programa tradicional das Escolas Dominicais, criando contatos pessoais para promover o cultivo da fé.

Muitos pais entrevistados nos quatro países relataram que se sentiram mal preparados para falar de fé e espiritualidade em casa. Os recursos fornecidos pelas igrejas não estavam programados para o uso caseiro, mas era uma réplica do que seria usado na igreja.

Quanto ao recurso virtual, o levantamento constatou que a plataforma Zoom funciona bem para a transferência de informações, mas não para as interações relacionais e vivências que acontecem naturalmente em um ambiente de ministério. Orientadores e orientadoras do culto infantil admitiram que não sabiam como usar da criatividade durante o período de pandemia.

Nas conclusões, o relatório da Hope University indicou que “há uma necessidade urgente das igrejas priorizarem a formação da fé das crianças, uma vez que elas foram impactadas negativamente e marginalizadas” nas congregações. Além disso, as igrejas “precisam refazer seus esforços para apoiar, equipar e capacitar pais cristãos em sua parceria no papel de nutrirem a fé das crianças”.

As conclusões do relatório foram dirigidas às igrejas pesquisadas nos quatro países.

 

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