Alemanha. Papa Francisco ordena que o cardeal Rainer Maria Woelki, de Colônia, faça um retiro de seis meses e reprova seus “graves erros”

Cardeal Rainer Maria Woelki, de Köln. Foto: KNA

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27 Setembro 2021

 

A crise na Igreja alemã segue em curso. Francisco ordenou que Rainer Maria Woelki, o arcebispo de Colônia, faça um retiro de seis meses, como “período de reflexão” depois de analisar o relatório dos comissários vaticanos, o cardeal Anders Arborelius, bispo de Estocolmo, Suécia, e Johannes van den Hande, bispo de Rotterdam, Países Baixos, sobre a gestão dos abusos na diocese. Mas ainda o mantém no cargo.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 24-09-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Bergoglio, em uma carta, reprova os “graves erros” de comunicação cometidos por Woelki em relação aos casos de abusos de menores na arquidiocese de Colônia, porém rejeita sua renúncia. Não obstante, de outubro até a quaresma estará em retiro para refletir, algo que o prelado definiu como um “descanso espiritual”, depois de uma “longa conversa” com o pontífice na semana passada.

 

“Assumo a responsabilidade”

 

No período de retiro de Woelki, o bispo-auxiliar Steinhäuser dirigirá a arquidiocese como administrador-apostólico. Outros dois auxiliares continuarão no cargo, ainda que um tenha sido enviado para missão no Quênia.

Em sua primeira declaração pública depois de a decisão ser divulgada, Woelki admitiu ter “cometido erros quando aceitei as coisas, erros de comunicação. Assumo a responsabilidade. Sinto muito, lamento”.

A decisão de Bergoglio se une a qual, há vários dias, concluiu com a manutenção de outro dos implicados, o arcebispo de Hamburgo, dom Hesse. Agora, tudo parece indicar que manterá Woelki, ainda que depois de um período de reflexão, como adiantam os jornais Zeit e Kölner Stadt-Anzeiger. Outras fontes, no entanto, abordam que depois desses meses, sua saída seria um fato.

 

“Complexa situação” depois dos escândalos de abusos

 

Os enviados papais viajaram no mês de maio para a Alemanha, e em agosto entregaram ao Papa um relatório da “complexa situação” vivida na diocese. Agora, quando conclui uma polêmica assembleia de bispos na Alemanha, com chamado à unidade do Núncio, o Vaticano aponta para um retiro provisório de Woelki.

Na semana passada, Woelki viajou de surpresa para a Roma, e nesta semana participou na assembleia plenária da Conferência Episcopal Alemã, sendo confirmado em seu cargo como presidente da comissão de ciências. Na coletiva de imprensa final, na quinta-feira, o presidente da conferência, o bispo Georg Bätzing, anunciou que não sabia de nenhuma decisão. Ao que parece, a decisão foi tomada diretamente por Bergoglio.

 

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