O ataque de Francisco aos cardeais No vax. Mas ele cala sobre o incrível caso de D. Viganò

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21 Setembro 2021

 

"É possível continuar a fingir que nada acontece, considerando o eco que seus manuscritos geram? Sem esquecer que nas ruas estão os no vax com cartazes que denunciam: 'Governo e jornalistas corruptos a serviço dos demônios'", escreve Fabrizio D'Esposito, em artigo publicado por Il Fatto Quotidiano, 20-09-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Eis o artigo.

 

Durante a viagem de retorno da sombria Hungria de Viktor Orbán, Francisco conversou longamente com os jornalistas a bordo do avião papal. Uma entrevista na qual ele abordou também a questão dos cardeais “negacionistas” sobre o vírus. E sem citá-lo, ele fez uma referência evidente, "pobrezinho", a Sua Eminência Raymond Leo Burke.

Desse pomposo príncipe estadunidense já lidamos várias vezes: na era do pontificado revolucionário de Bergoglio, o cardeal das estrelas e listras tornou-se um dos queridinhos da direita clerical, italiana e internacional, e até acusou o pontífice argentino de ser o Anticristo evocado pelo Apocalipse. Burke obviamente é no vax, mas em agosto acabou na terapia intensiva por causa do vírus e salvou-se por milagre. Na frente anti-bergogliana, entretanto, há muito tempo foi ultrapassado pelo arcebispo Carlo Maria Viganò, cômico monsenhor que foi núncio apostólico nos Estados Unidos. Viganò foi o inspirador do primeiro Vatileaks anti-Bertone e em seu repertório ostenta um dossiê que estourou com atraso contra Bergoglio pelo escândalo da pedofilia nos Estados Unidos.

Não somente isso. Na véspera da votação nos EUA, foi "consagrado" por um tweet de Trump: o presidente o agradecia por uma carta em que o monsenhor o alertava sobre um complô mundial baseado no Covid e no Black Lives Matter para fazê-lo perder as eleições. Em suma, o plano da Nova Ordem Mundial e do Great Reset que a partir da Revolução Francesa reúne Lúcifer, os maçons, as Nações Unidas, os bilionários estadunidenses incluindo Bill Gates, as multinacionais farmacêuticas, o Grupo Bilderberg (Agnelli, Kissinger, Mario Monti e Mario Draghi) o deep State, a deep Church e a "nova religião pandêmica" que prega máscaras, vacinas e green pass.

Dito tudo isso, há algumas semanas a multiforme galáxia fariseia e clerical dos católicos assumiu como manifesto outra imensa carta do Monsenhor intitulada Libera nos a male, "Livrai-nos do mal", ou seja, livrai-nos de virologistas, vacinas e tudo que é necessário para derrotar o vírus. Uma edição atualizada das acusações citadas acima. Parte-se de Lúcifer e se chega aos católicos adultos italianos e não (Biden, Pelosi, Prodi, Monti, Draghi e até Conte): a Nova Ordem Mundial de "matriz luciferina" tem o "despovoamento mundial" entre seus objetivos, inoculando bilhões de doses letais da vacina. O "manifesto", debatido e relançado por TV, rádio e sites tradicionalistas, termina com o apelo à desobediência ao atual Papa, definido como cúmplice deste plano e, portanto, um "consciente liquidatário da Igreja Católica".

Ora: durante meses, Francisco e seus colaboradores ostentam deliberadamente uma santa indiferença diante das elucubrações delirantes do ex-núncio dos Estados Unidos, que inclusive demole até mesmo o Concílio Vaticano II. Também porque suspendê-lo poderia torná-lo um mártir. Mas é possível continuar a fingir que nada acontece, considerando o eco que seus manuscritos geram? Sem esquecer que nas ruas estão os no vax com cartazes que denunciam: “Governo e jornalistas corruptos a serviço dos demônios”.

 

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