Vazamento de petróleo contamina rio e afeta populações na Amazônia equatoriana

Foto: Wikimedia Commons

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01 Julho 2024

Petroecuador informou que derramamento no bloco 16, na província de Orellana, no leste do país, ocorreu pela ruptura de uma tubulação; óleo contaminou rio Napo.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 01-07-2024.

Um vazamento de petróleo contaminou o rio Napo, afluente do rio Amazonas, e está afetando populações da Amazônia equatoriana. As informações foram dadas pela estatal petrolífera Petroecuador na 5ª feira (27/6), que não informou a quantidade de combustível derramada.

O derramamento foi provocado pela ruptura de uma tubulação no bloco 16, na província de Orellana, no leste equatoriano, informam O Globo, Correio Braziliense, O Liberal e energynews. Segundo a Petroecuador, na quarta-feira “houve uma forte chuva na região, o que fez com que parte do hidrocarboneto contido nas barreiras fosse arrastada para o rio Napo”.

“Novo desastre ambiental por hidrocarbonetos no #RioNapo”, escreveu na rede social X o advogado Pablo Fajardo, representante dos atingidos pela atividade petrolífera no Equador. No post, ele destacou a denúncia dos moradores das comunidades da freguesia Pañacocha, na província vizinha de Sucumbíos. O ativista difundiu um vídeo que mostra um curso d’água com manchas de óleo. “Neste momento, não dá nem para pescar”, diz uma pessoa.

Não é a primeira tragédia ambiental causada pelos combustíveis fósseis na Amazônia equatoriana. Em fevereiro de 2022, o rompimento de um oleoduto derramou 6.300 barris de petróleo no Parque Nacional Cayambe-Coca, uma área protegida que abriga grande variedade de fauna e uma reserva de água. O vazamento afetou os rios Quijos e Coca. Este último foi cenário de outro derramamento em 2020, quando 15.000 barris alcançaram o curso d’água.

A ameaça dos combustíveis fósseis na Amazônia fez com que os equatorianos rejeitassem, em agosto de 2023, a exploração de petróleo no Parque Nacional Yasuní, uma das regiões de maior biodiversidade do mundo. Com o resultado da votação popular, a Petroecuador tem que desmobilizar suas operações no Bloco 43-ITT até outubro deste ano.

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