Schönborn: “A sinodalidade não é nova nem garante o sucesso, mas é um passo necessário a ser dado”

Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • Governo Trump retira US$ 11 mi de doações de instituições de caridade católicas após ataque a Leão XIV. Artigo de Christopher Hale

    LER MAIS
  • Procurador da República do MPF em Manaus explica irregularidades e disputas envolvidas no projeto da empresa canadense de fertilizantes, Brazil Potash, em terras indígenas na Amazônia

    Projeto Autazes: “Os Mura não aprovaram nada”. Entrevista especial com Fernando Merloto Soave

    LER MAIS
  • Para o sociólogo, o cenário eleitoral é moldado por um eleitorado exausto, onde o medo e o afeto superam os projetos de nação, enquanto a religiosidade redesenha o mapa do poder

    Brasil, um país suspenso entre a memória do caos e a paralisia das escolhas cansadas. Entrevista especial com Paulo Baía

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

28 Março 2023

Para o cardeal arcebispo de Viena, dom Christoph Schönborn, a sinodalidade não garante o sucesso, mas é mais um passo para uma Igreja que enfrenta a perda de fiéis na Europa e o conservadorismo interno.

A reportagem é de José Lorenzo, publicada por Religión Digital, 28-03-2023.

O cardeal dom Christoph Schönborn é uma das figuras mais proeminentes do catolicismo europeu e alguém de quem o papa não parece querer separar-se porque, apesar dos seus 78 anos, Francisco não aceitou a sua renúncia e manteve-o como membro do Conselho do Secretariado do Sínodo desde 2018. Em entrevista ao jornal Die Presse, o religioso reflete precisamente sobre este processo sinodal e o impacto da secularização na Áustria.

Sinodalidade significa trilhar um caminho juntos, diz Schönborn. Não é algo novo, nem tem garantia absoluta de sucesso, mas “é preciso dar mais um passo para a renovação”, indicou na entrevista, onde também sublinhou, nesse sentido, que “as reformas demoram, e a ociosidade e a pecaminosidade humanas tornam os processos de reforma um pouco tediosos”.

Em suma, acrescenta, com este processo sinodal em que o papa embarcou na Igreja, “trata-se desta comunidade refletindo sobre os desafios do tempo e encontrando a vontade de superar a própria preguiça ”.

"Um certo manto religioso"

Em relação ao constante fluxo de saída de fiéis da Igreja Católica, o cardeal mostra sua evidente preocupação. De qualquer forma, ele expressa sua certeza de que é mais um fato que tem a ver com a saída da instituição, "mas não tanto no que se refere ao fato da fé".

Por isso, convencido de que "existe um certo manto religioso na Áustria, cujo nível pode ter baixado, mas está lá", ele está convencido de que "sempre haverá pessoas que descobrem a Igreja como o caminho pelo qual querem viver a sua fé".

Leia mais