“Violência sexual como arma na guerra. Por que tanta crueldade?”, pergunta o arcebispo greco-católico de Kiev

Foto: Unsplash

Mais Lidos

  • O sociólogo William I. Robinson, da Universidade da Califórnia, combina um trabalho militante, focado nas últimas semanas em protestos contra a força militar da fronteira dos EUA, com uma análise minuciosa do colapso do capitalismo

    “Gaza é um símbolo, um modelo, um alerta do que aguarda todo o planeta”. Entrevista com William I. Robinson

    LER MAIS
  • “Uma nova civilização está sendo construída, a civilização da onipotência”. Entrevista com Gilles Lipovetsky

    LER MAIS
  • 'Therians', o fenômeno viral sem fundamento que a extrema-direita usa para alimentar sua retórica 'anti-woke'

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Mai 2022

 

No encontro “Ucrânia: uma paz a ser construída” organizado em Milão pela Fundação Ambrosianeum, Instituto Auxológico e a Universidade Católica de Milão, ressoou o testemunho do chefe da Igreja Greco-Católica, Svjatoslav Shevchuk.

 

A reportagem é publicada por Agência SIR, 23-05-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

“As vítimas se fazem apenas uma pergunta: por quê? E é a mesma pergunta que eu me faço e todos nós devemos nos fazer. O primeiro ponto do manifesto do genocídio ucraniano foi a negação da existência do povo ucraniano. Professores, desportistas, artistas, simples civis que falavam ucraniano eram humilhados e condenados à morte pelas tropas russas. O uso da violência sexual como arma: mulheres e crianças estupradas, homens mutilados, valas comuns. Estupros feitos em público, para humilhar publicamente pessoas que devem ser educadas, estupros para intimidar. Os soldados russos receberam não apenas permissão para estuprar, mas também ordem para o fazer”.

 

“Por trás disso, não há apenas uma estratégia militar, mas uma ideologia contra a humanidade e a história, pela qual é necessário rezar e mudá-la. Temos dificuldade em encontrar uma resposta e precisamos da ajuda de todos para superar essa ideologia de morte. Somente juntos, com a ajuda de Deus, conseguiremos superar esse desafio”, afirmou Shevchuk, em conexão remota.

 

“A paz é o único instrumento que todos somos chamados a invocar e construir juntos, porque é a única salvação - acrescentou o arcebispo de Milão Mario Delpini, durante o evento -. A paz é um sistema de relações positivas, construtivas. É justamente a relação entre as pessoas que é o princípio da paz, um princípio segundo o qual homens e mulheres, irmãos e irmãs são chamados a viver juntos segundo o princípio da harmonia e não da destruição”.

 

Leia mais