Igreja emergiu do caos e traz mensagem transformadora, apontam líderes ecumênicos

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Mai 2020

“O Espírito de Deus também é pan-demos (do grego ‘todo o povo’). Toca em todas as pessoas e atravessa todas as barreiras, mas de uma maneira que soletra a vida, não a morte”, assinala a mensagem de presidentes do Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Neste Pentecostes, que será celebrado no domingo, 31 de maio, “oramos para libertar as energias do Espírito em todo o povo de Deus e renovar, não apenas a igreja, mas a face da Terra”.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

A mensagem lembra a chegada do Espírito, retratado no livro dos Atos dos Apóstolos como um evento dramático e consequente. “Os primeiros seguidores de Jesus, escondidos no medo, foram abalados e, em seguida, encorajados pela poderosa presença de Deus, permitindo-lhes superar até as barreiras da linguagem e da cultura para preparar a mensagem salvadora da ressurreição de Jesus”, afirma. 

Assim, constata, a Igreja nasceu tumultuada, “mas emergiu do caos” com uma mensagem transformadora e relevante para todas as culturas e contextos. “Como no primeiro Pentecostes, deve ser novamente hoje”, aponta o texto, reportando-se ao coronavírus, “uma força natural silenciosa, letal”, que perturbou o mundo inteiro, “incutindo terror e caos”. 

A mensagem fria que a pandemia viral “causou estragos nas economias, perturbou as famílias e a vida comunitária, iludiu os sistemas mais sofisticados de assistência médica global e local, testou a coragem e a eficácia da governança e causou surtos de fome”.

Mas assim, como os primeiros discípulos fizeram, com ousadia, os líderes ecumênicos proclamam que “o Deus da vida ainda está conosco”. O Espírito “instila em nós a coragem de enfrentar a dor e o sofrimento”. Ele inflama “nossos corações com amor para servir aqueles que sofrem e são excluídos dos sistemas de cuidados da sociedade”, e “ilumina nossa mente para participar e apoiar intensa pesquisa científica em tratamentos e vacinas”, assim que nos permite “enfrentar e superar esse vírus com cooperação generosa”.

Assinam a mensagem os oito presidentes do CMI, entre eles a reverenda Gloria Nohemy Ulloa Alvarado, da Igreja Presbiteriana na Colômbia.

 

Leia mais