ONU: Inteligência Artificial cria assistentes virtuais sexistas

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • ​Prevenção da violência, enfrentamento da criminalidade e recuperação de jovens em conflito com a lei dependem de políticas que ultrapassem o punitivismo penal, defende o advogado

    Redução da maioridade penal e a lógica punitivista: “A segurança pública não será alcançada apenas por meio do aumento da punição”. Entrevista especial com Alexander Rodrigues de Castro

    LER MAIS
  • Leão XIV proclama o segredo mais bem guardado da Igreja Católica em ‘Magnifica Humanitas’. Artigo de Thomas Reese

    LER MAIS
  • Horas antes do cisma ser finalizado, Pagliarani responde ao Papa: "Não somos cismáticos, somos o remédio de que a Igreja precisa"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

24 Mai 2019

Assistentes digitais que respondem com voz feminina e que são apresentados como mulheres estão reforçando estereótipos sexistas, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira, 23/05.

A reportagem é publicada por Convergência Digital, 23-05-2019.

De acordo com o estudo, assistentes virtuais como Siri, da Apple, Alexa, da Amazon, e Cortana, da Microsoft, foi concebido para parecer femininos, dos nomes até às vozes e personalidades e desenvolvidos para serem submissos e servis, o que inclui responder educadamente a insultos, e por isso reforçam a tendência de gênero e normalizam o assédio sexista, disseram pesquisadores da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

“A submissão da Siri ao abuso de gênero —e a servilidade expressa por tantos outros assistentes digitais projetados como mulheres jovens— fornece uma ilustração poderosa das tendências de gênero codificadas em produtos tecnológicos”, disse. Apple, Amazon e Microsoft não estavam disponíveis de imediato para comentar.

Os assistentes de voz se tornaram parte da vida cotidiana de muitas pessoas e hoje representam quase um quinto de todas as pesquisas na internet, disse o relatório, que argumentou que eles podem ter um impacto cultural considerável. “O mundo precisa prestar muito mais atenção a como, quando e se as tecnologias de Inteligência Artificial recebem um gênero e, o que é crucial, quem lhes dá um gênero”, disse Saniye Gulser Corat, diretora de igualdade de gênero da Unesco.

O relatório pediu às empresas que adotem ações como parar de criar assistentes digitais com voz feminina como padrão, explorar opções de gênero neutro e programar os assistentes para que desestimulem insultos com base no gênero e a linguagem abusiva.

Leia mais