Metade dos novos médicos que já substituíram cubanos está no Sudeste

Mais Médicos. Foto: Araquém Alcântara/ Palácio do Planalto/ Flickr

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

29 Novembro 2018

Um quinto das cidades escolhidas pelos 224 médicos brasileiros que já preencheram as vagas são de extrema pobreza e cerca de 30% delas estão em capitais ou regiões metropolitanas.

A reportagem é de Beatriz Jucá, publicada por El País, 28-11-2018.

O Ministério da Saúde informa que 8.278 profissionais que se inscreveram no edital para substituir as vagas deixadas pelos cubanos já estão alocados nas cidades para atuação imediata, após o fim da cooperação entre os dois países para o programa Mais Médicos. Desse total, 224 médicos brasileiros já se apresentaram efetivamente em 119 municípios brasileiros para substituir as vagas deixadas pelos profissionais cubanos.

Apenas 21% das cidades escolhidas pelos médicos com CRM do Brasil são consideradas áreas de extrema pobreza, segundo dados do Ministério da Saúde. Outros sete municípios estão em áreas consideradas vulneráveis. Quase 30% dos locais eleitos por esses profissionais estão localizados em capitais ou regiões metropolitanas. Até agora, apenas um dos 34  Distritos Sanitário Especial Indígena (DSEI) recebeu médico brasileiro, na Paraíba.

A metade dos médicos (113) que se apresentaram para assumir os postos escolheu cidades do Sudeste, sendo que 84 deles vão para cidades paulistas ou mineiras. Sete Estados ainda não receberam nenhum profissional selecionado: Alagoas, Amazonas, Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe e Piauí. Os Estados da Bahia e do Ceará foram os que tiveram mais municípios de extrema pobreza escolhidos pelos médicos que se apresentaram para ocupar os postos, com oito e cinco cidades, respectivamente.

Nem todos os médicos que se apresentaram aos secretários de saúde das cidades começaram a trabalhar. Esse cronograma para o início das atividades é definido diretamente com as prefeituras, dependendo da necessidade do município e da disponibilidade do profissional. O edital lançado pelo Governo federal para selecionar 8.500 profissionais para o programa  Mais Médicos segue aberto até o dia 7 de dezembro, e todo o processo será finalizado no dia 18 do mesmo mês. Segundo o Ministério da Saúde, os 8.278 profissionais que foram alocados nas cidades que escolheram durante a inscrição correspondem a 97% do total de vagas abertas no edital. Eles têm até o dia 14 de dezembro para se apresentarem aos gestores municipais e efetivarem a ocupação das vagas.

Leia mais