Advogado jesuíta australiano condena "farsa judicial" em caso de ex-arcebispo Wilson

Ex-arcebispo de Adelaide, Philip Wilson | Foto: Arquidiocese de Adelaide

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

16 Dezembro 2018

Um dos padres mais proeminentes da Austrália, Frank Brennan, diz que a “farsa judicial" do ex-arcebispo de Adelaide Philip Wilson saiu pela culatra, causando danos a muitas pessoas, "principalmente a vítimas de abuso sexual infantil que pensavam que a lei estava sendo aplicada ao colocar um bispo católico de forma equivocada na cadeia".

A reportagem é de Mark Brolly, publicada por The Tablet, 12-12-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

Brennan, jesuíta e advogado, CEO da Catholic Social Services, disse que a lei sob a qual o Arcebispo Wilson foi acusado, Seção 316 da New South Wales Crimes Act, "deve ser revogada ou revisada exaustivamente".

"Todos, incluindo as vítimas de abusos e autoridades da Igreja como Wilson, têm o direito de serem regidos por leis claras, sensatas e práticas. A seção 316 não o é, e nunca o foi", escreveu Brennan no site da Eureka Street, administrado por jesuítas.

Brennan também disse que esperava por isso, e que rezou por Peter Creigh, que concedeu provas durante o julgamento de que quando era menino em 1976, dissera ao padre Wilson que foi agredido sexualmente por um padre da Diocese de Maitland-Newcastle, Jim Fletcher. O padre Fletcher morreu na prisão em 2006.

"Neste caso, os processos da lei criminal infligiram um grande dano a cada um deles", escreveu Brennan.

O arcebispo Wilson, de 68 anos, teve sua condenação por encobrir o abuso sexual de crianças anulado em 6 de dezembro pelo juiz Roy Ellis, na Corte do Distrito de Newcastle, ao norte de Sydney. O juiz Ellis ordenou que o arcebispo Wilson, que havia cumprido quatro meses de um mínimo de seis meses de detenção domiciliar, fosse libertado.

O arcebispo, acusado em março de 2015 de encobrir abuso sexual infantil, foi condenado em maio deste ano e renunciou ao cargo de arcebispo de Adelaide em julho.

O juiz Ellis também negou o apelo ao recurso do diretor de Promotoria Pública de New South Wales contra a "leniência" da decisão do magistrado Robert Stone no Tribunal Local de Newcastle em agosto de que Wilson deveria cumprir 12 meses de prisão domiciliar.

A Coroa indicou que vai entrar com recurso contra a decisão.

Leia mais