A cidade de Gaza fica sem assistência médica após a saída de Médicos Sem Fronteiras

Foto: Shareef Sarhan | United Nations Photo

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29 Setembro 2025

A ONG alerta que a escalada de ataques das forças israelenses criou um nível de risco inaceitável para seu pessoal, o que forçou a organização a suspender suas atividades médicas vitais.

A informação é publicada por El Salto, 27-09-2025. 

A clínica da MSF na Cidade de Gaza, que antes estava cheia de pacientes necessitados, agora está vazia após a evacuação devido à escalada da campanha genocida israelense na Cidade de Gaza.

A implacável ofensiva israelense na Cidade de Gaza obrigou Médicos Sem Fronteiras (MSF) a suspender suas atividades médicas vitais na região devido ao rápido agravamento da situação de segurança. A organização alerta para ataques aéreos contínuos e para o avanço de tanques a menos de um quilômetro de suas instalações de saúde. “A escalada de ataques das forças israelenses criou um nível de risco inaceitável para o pessoal da MSF, o que obrigou a organização a suspender suas atividades médicas vitais na Cidade de Gaza”, lamentam.

“Não tivemos outra escolha senão interromper as atividades, já que nossas clínicas estão cercadas pelas forças israelenses. Esta foi a última coisa que queríamos, já que as necessidades na Cidade de Gaza são enormes, e as pessoas mais vulneráveis — os bebês em cuidados neonatais, os feridos graves e os doentes terminais — não podem se deslocar e estão em grave perigo”, afirma Jacob Granger, coordenador de emergências da MSF em Gaza.

Segundo informa a ONG, os hospitais que funcionam parcialmente na Faixa estão sobrecarregados devido à grave escassez de pessoal, suprimentos e combustível. Os pacientes enfrentam enormes dificuldades para receber atendimento, e muitas vezes chegam tarde e em estado crítico. Apenas na semana passada, e apesar da intensificação da ofensiva, nossas clínicas na Cidade de Gaza realizaram mais de 3.640 consultas e trataram 1.655 pacientes que sofriam de desnutrição.

A MSF também tratou pacientes com traumatismos graves e queimaduras, assim como mulheres grávidas e outras pessoas que precisam de cuidados médicos contínuos e não podem sair da cidade. Isso demonstra a magnitude das necessidades médicas. “Embora a MSF tenha sido obrigada a suspender suas atividades na Cidade de Gaza, nosso objetivo é continuar apoiando os serviços essenciais das instalações do Ministério da Saúde, incluindo os hospitais Al Helou e Al Shifa, enquanto permanecerem em funcionamento”, declarou a organização.

Embora um grande número de pessoas tenha fugido para o sul devido às ordens de evacuação, ainda há centenas de milhares na Cidade de Gaza que não podem partir e não têm outra opção a não ser permanecer. Aqueles que conseguem sair enfrentam uma escolha impossível: permanecer na Cidade de Gaza sob intensas operações militares e o colapso da ordem pública, ou abandonar o que resta de suas casas, seus pertences e suas memórias para se deslocar para zonas onde as condições humanitárias estão se deteriorando rapidamente.

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