Francisco: “Todos somos chamados, especialmente as autoridades eclesiásticas, a deixar-nos comover pelo sofrimento das vítimas”

Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Março 2024

  • “No nosso ministério eclesial de proteção, a proximidade às vítimas de abusos não é um conceito abstrato: é uma realidade muito concreta, feita de escuta, de intervenção, de prevenção e de ajuda”

  • “Todos somos chamados – em particular as autoridades eclesiásticas – a conhecer diretamente o impacto dos abusos e a deixar-nos abalar pelo sofrimento das vítimas, ouvindo diretamente a sua voz e praticando aquela proximidade que, através de opções concretas, as alivia, ajuda-os e prepara um futuro diferente para todos."

  • “É preciso conhecer e ver o trabalho que fazem acompanhando o ministério de proteção das Igrejas locais”

A reportagem é de Hernán Reyes Alcaide, publicada por Religión Digital, 07-03-2024.

Numa nova demonstração do compromisso do seu pontificado de estar próximo das vítimas de abusos, o Papa Francisco destacou hoje o trabalho da comissão para a proteção dos menores, à qual conferiu estatuto constitucional no ano passado, num discurso (lido por um dos seus colaboradores, Pierluigi Giroli) no qual afirmou que o trabalho a ser feito "não é um conceito abstrato", mas deve ser "uma realidade muito concreta" na qual coexistam "escuta, prevenção e ajuda" àqueles que, firmemente, chamados de "sobreviventes" de abuso por parte de membros do clero.

“No nosso ministério eclesial de proteção, a proximidade às vítimas de abusos não é um conceito abstrato: é uma realidade muito concreta, feita de escuta, de intervenções, de prevenção, de ajuda”, afirmou esta quinta-feira o pontífice no discurso com quem recebeu o membros da comissão que, desde a sanção da nova constituição apostólica, Pregar o Evangelho em 2023, agora faz parte do quadro jurídico do Vaticano.

“Deixar-nos abalar” pelo sofrimento das vítimas

“Todos somos chamados – em particular as autoridades eclesiásticas – a conhecer diretamente o impacto dos abusos e a deixar-nos abalar pelo sofrimento das vítimas, ouvindo diretamente a sua voz e praticando aquela proximidade que, através de opções concretas, as alivia, ajuda e prepara um futuro diferente para todos”, acrescentou mais tarde o pontífice.

Num discurso em que agradeceu “tudo o que fazem para acompanhar as vítimas e sobreviventes”, Jorge Bergoglio afirmou que “grande parte deste serviço é realizado de forma reservada, como deve ser por respeito às pessoas”.

“Mas, ao mesmo tempo, os seus frutos devem tornar-se visíveis: devemos conhecer e ver o trabalho que realizam acompanhando o ministério de proteção das Igrejas locais”, encorajou-os.

Para Francisco, “a sua proximidade com as autoridades das Igrejas locais irá fortalecê-las para partilhar boas práticas e verificar a adequação das medidas que têm sido implementadas”.

Neste quadro, e ao referir-se a um dos pilares administrativos da reforma bergogliana para dar mais relevância às vítimas nos processos, o Papa recordou que pediu “que garantam o cumprimento de Vos estis lux mundi, para que haja confiança significa acolher e cuidar das vítimas e sobreviventes, bem como garantir que a experiência e o testemunho destas comunidades apoiem o trabalho de proteção e prevenção.

Leia mais