Homenagens vão marcar o primeiro ano do feminicídio da ativista Débora Moraes

Débora Mores, ativista assassinada por feminicídio, ex líder da MAB em reunião com a prefeitura de Porto Alegre. (Foto: Cesar Lopes | Prefeitura Municipal de Porto Alegre)

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14 Setembro 2023

A liderança do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) foi assassinada pelo ex-marido, em 12 de setembro de 2022, na casa em que morava na zona leste de Porto Alegre. O caso segue na justiça gaúcha.

A informação é de Assessoria de Comunicação do MAB, 12-09-2023.

O feminicídio da ativista do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Débora Moraes, completa hoje (12/09) um ano. Para marcar a data e pedir justiça, amigos, familiares e integrantes do MAB farão duas homenagens no próximo sábado. Primeiro, o grupo irá se reunir, às 10 horas, no Cemitério Jardim da Paz. Já às 19h30, a celebração será na Vila dos Herdeiros, comunidade em que Débora morava.

"Marcamos esse ano sem Débora para honrar sua memória, sua luta pelos direitos das atingidas e dos atingidos pela barragem da Lomba do Sabão e para pedir o fim da violência contra as mulheres", afirma a integrantes da Coordenação Nacional do MAB, Alexania Rossato.

Vigília realizada em 15-03-2023 em frente ao Foro Central de Porto Alegre. (Foto: Divulgação | MAB)

Débora foi assassinada pelo ex-marido em 12 de setembro de 2022, na casa onde morava, na Vila dos Herdeiros, zona leste da Capital. Ela tinha uma filha de 6 anos e uma trajetória de luta em defesa dos direitos dos atingidos pela barragem da Lomba do Sabão. O ex-marido de Débora foi preso em flagrante e está respondendo a processo criminal na 4ª Vara do Júri de Porto Alegre. Segundo a advogada Alice Hertzog Resadori, que atua como assistente de acusação representando a família de Débora, no processo há provas consistentes da autoria do crime.

"Até o momento, já foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação, e também foi colhido o depoimento do réu. Tanto as provas testemunhais, como as periciais, que foram produzidas no processo, deixam claro o cometimento do crime de feminicídio qualificado pelo réu, que deve ser pronunciado e levado ao Tribunal do Júri", explica Alice.

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