“3 milhões de crianças precisam de assistência: fome e desnutrição, sem precedentes”, diz Unicef sobre situação no Haiti

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19 Junho 2023

Mais um apelo do Unicef, a respeito da situação da infância no Haiti. Em um relatório divulgado ontem, destaca que quase 3 milhões de crianças, o maior número já registrado, precisam de assistência humanitária no Haiti. As crianças sofrem níveis alarmantes de violência, agravados pela fome e desnutrição, em um país já mergulhado na pobreza e em meio a uma nova epidemia de cólera.

A reportagem foi publicada por SIR, 16-06-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

“Ser criança no Haiti hoje é mais difícil e perigoso do que nunca. As ameaças e dificuldades que enfrentam são simplesmente inimagináveis. Elas precisam desesperadamente de proteção e apoio”, declarou Bruno Maes, representante do Unicef no Haiti.

As crianças são apanhadas no fogo cruzado ou alvo direto de grupos armados, que aterrorizam as populações em sua luta por território e controle, principalmente na capital Porto Príncipe e cada vez mais na região próxima de Artibonite. Além disso, mulheres e garotas sofrem violências sexuais extremas e se multiplicam os sequestros de estudantes, professores e agentes de saúde, assim como ataques a escolas. Dezenas de milhares de pessoas foram deslocadas pela violência.

A fome e a desnutrição atingiram níveis sem precedentes em todo o país, com efeitos potencialmente letais, principalmente nos bairros mais pobres, inseguros e populosos da capital, onde algumas famílias estão praticamente encurraladas e sem acesso a serviços essenciais. O número de crianças que sofrem de desnutrição potencialmente letal aumentou 30% desde o ano passado e quase uma em cada quatro crianças em todo o país sofre de desnutrição crônica. Para piorar, as crianças caem nas mãos de grupos armados devido à violência, à pobreza e ao desespero. Muitas crianças e jovens da área metropolitana de Porto Príncipe dizem que foram forçados a se alistar em troca de proteção ou comida e renda para suas famílias. Alguns afirmam que os grupos armados lhes propiciam um senso de identidade e de pertencimento.

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