Paz na Ucrânia: Zuppi enviado do Papa a Kiev em 5 e 6 de junho

Cardeal Matteo Maria Zuppi em encontro para discutir a encíclica “fratelli tutti", em 2021. (Foto: Flickr CC)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Junho 2023

Um comunicado de imprensa da Santa Sé informa sobre a partida do presidente da CEI para a capital ucraniana, no âmbito da missão desejada pelo Papa. "Trata-se de uma iniciativa que tem como objetivo principal ouvir em profundidade as autoridades ucranianas sobre os possíveis caminhos para alcançar uma paz justa e apoiar gestos de humanidade para aliviar as tensões".

A informação é publicada por Vatican News, 05-06-2023.

Tem início neste dia 5 em Kiev - e prosseguirá até amanhã, 6 de junho -, a missão do cardeal Matteo Maria Zuppi, arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana, com o objetivo de “aliviar as tensões no conflito na Ucrânia”. O purpurado estará hoje na capital ucraniana como "enviado do Santo Padre Francisco", diz um comunicado da Santa Sé.

A mesma nota sublinha: “Trata-se de uma iniciativa que tem como principal objetivo ouvir em profundidade as autoridades ucranianas sobre os possíveis caminhos para alcançar uma paz justa e apoiar gestos de humanidade que contribuam para aliviar as tensões”.

A notícia da missão conferida a Zuppi havia sido divulgada pela Sala de Imprensa do Vaticano em 20 de maio. Anteriormente, o próprio Papa havia falado de uma "missão" de paz para o martirizado país do Leste Europeu.

Posteriormente, interpelado à margem de alguns eventos, o cardeal secretário de Estado Pietro Parolin explicou não tratar-se de uma missão que tem "como objetivo imediato a mediação", mas que tem como objetivo "buscar sobretudo favorecer o clima, promover um ambiente que conduza a caminhos de paz”. Os "interlocutores serão Moscou e Kiev de momento, depois veremos", precisou Parolin, salientando no entanto que neste diálogo "não queremos excluir ninguém".

O próprio cardeal Zuppi, durante a coletiva de imprensa conclusiva do Conselho Permanente da CEI (Conferência Episcopal Italiana), havia reafirmado o objetivo de sua missão, destacando que o Papa está envolvido "até às lágrimas" no conflito na Ucrânia que já dura um ano e meio.

Leia mais